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domingo, 29 de janeiro de 2012

O Marketing de Michel Teló




De Chico Buarque a Gaby Amarantos, de Geisy Arruda a Marisa Monte, de Bidu Sayão a Banda Calypso, passando por Saci Pererê, maracatu, carimbó e frevo, não há como negar que temos um vasto e rico código cultural. E marcas tiram proveito disso, estabelecendo uma simbiose mútua entre a imagem que o artista empresta para a marca e vice-versa. Assim como cowboy do mundo de Marlboro, Michel Teló representa, na capa da revista Época, um fenômeno como “segurar o Tchan”, “Stefhany Absoluta” ou celebridades tipo Big Brother, sejam eles efêmeros ou não. Na Europa, hoje, Michel Teló também é sinônimo de Brasil, quer você queira ou não.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Dicas para fazer um bom portfólio



Aqui vão alguma dicas de como apresentar um bom portfolio.

Para quem não conhece, o publicitário Eugênio Mohallem criou um Manual do Estágiário, é um guia e quase um dossiê de como montar um portfolio de arte para publicitário. O manual é tão bom que apesar de ser antigo, serve até hoje também para quem é designer ou quem já está no mercado a anos.
Se você não tiver paciência de ler (mas devia), aqui vão algumas dicas principais do que pode queimar seu filme no portfolio.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Livro: A Cauda Longa (The Long Tail) - Do mercado de massa para o mercado de nicho


Muito mais do que um simples livro de Marketing ou Economia, o livro: A Cauda Longa, de Chris Anderson, é quase conspiratório. Sabe quando você acha que sabe de algo? Você defende seu conhecimento com unhas e dentes. Mas na verdade quando você conhece a verdade, tudo o que você sabia era mentira. Então, você conhece uma nova verdade. 

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Como a Revolução Digital está transformando os costumes dos executivos de marketing?


A IBM realizou um estudo muito bacana sobre a revolução das mídias sociais no mercado mundial e a reação dos Diretores de Marketing quanto as mudanças. No mundo até que as mudanças são aceitas, mas nas Pequenas e Médias empresas do Brasil a aceitação com certeza será bem menor.

Segundo o estudo, a maioria dos Diretores de Marketing reconhece que existe uma mudança crítica e desafiadora no setor, mas não se sentem preparados para gerenciar esta transformação.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Briefing é importante? 20 perguntas antes de criar um logotipo.



O quê perguntar ao cliente antes de criar um logotipo? Será que basta perguntar qual o nome da empresa e pronto? Nada disso. Quem não brifa, se complica.


Brifa = briefing = jeito fresco de dizer entrevista, questionário, afim de coletar informações que irão ajudá-lo em determinada criação.


Quantas vezes você se pegou dizendo: “Pô, brincadeira! Tô com raiva do cliente! Mostrei três logotipos e ele não gostou de nenhum!!!” Ah, besteira, não fique com vergonha de um dia ter dito isso, já aconteceu comigo também em algum momento da minha vida. Quando isso acontece normalmente é por falha nessa entrevista com o cliente, que pode ter partido tanto de você, que fez perguntas insuficientes ou interpretou errado, ou do cliente que respondeu o briefing com má vontade ou respondeu o famoso “confio em sua criatividade”.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Consumo digital é mais lúdico


Um estudo teórico reuniu e organizou o conhecimento acumulado de diversas ciências sociais e apontou conceitos relacionados ao consumo digital que podem ajudar as companhias a traçarem suas estratégias de marketing. A iniciativa, realizada pela recém-lançada empresa de pesquisa de mercado Animux, em associação com o professor Dr. Sérgio Bairon, especialista em Hipermídia, mostra, entre outras ideias, a do consumidor-curador e a de que o consumo digital é mais lúdico que o tradicional. 

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Compras coletivas: Como se destacar entre quase 2mil sites diferentes?


Os sites de compras coletivas foram um dos fenômenos de vendas no Brasil em 2010. Após um ano, no entanto, passada a euforia, as empresas do setor buscam inovações para se consolidarem no mercado brasileiro. As tendências para o negócio estão relacionadas ao atendimento ao cliente e às ofertas personalizadas. As mudanças chegam para implementar no Brasil um terceiro momento de gestão das companhias do setor, a de fidelização dos clientes e de interações do mobile e do social commerce.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Afinal, o que o cliente tá querendo?



Uma das formas de evitar problemas na entrega de algum produto ou serviço é entendendo o cliente. Se quem faz o atendimento ao consumidor consegue saber exatamente o que seu cliente está falando e transcrever toda a conversa em um Briefing bem feito, muitos problemas poderão ser evitados!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Livro: Os 8 Ps do Marketing Digital


Para você que deseja conhecer e entender melhor o mundo do Marketing Digital, o livro "Os 8 Ps do Marketing Digital", de Conrado Adolpho, é item obrigatório na sua estante!

Não lembro ao certo o por que resolvi ir ao lançamento deste livro, acho que vi algum comentário no Facebook ou Twitter. Sempre me interessei pelo Google, e como nas edições anteriores o título do livro era "Google Marketing", eu já tinha uma pequena ideia do que se tratava. Muito pequena a ideia que eu tinha!


O livro
É dividido muito didaticamente de forma que o leitor é envolvido em todo este contexto da internet, com casos de sucesso, histórias da internet, dados importantes, tendências econômicas (economia dos Bits), entre outros assuntos.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Quem disse que ninguém abre e-mail Marketing?


Em junho de 2011, o total de usuários ativos chegou a 45,6 milhões de pessoas, no universo trabalho e domicílios, segundo o IBOPE Nielsen Online. Desses, 34,6 milhões, ou 76,1%, navegaram em sites de e­mail. Nos últimos meses, o índice de internautas usuários de webmail vem se mantendo acima dos 76%. A média de tempo e de páginas vistas por pessoa nesses sites também continua estável, mostrando que a utilização de correio eletrônico não foi prejudicada com a popularização de outras ferramentas de comunicação online. 

Em junho de 2010, cada uma das 31,4 milhões de pessoas que entraram em sites de e­mail naquele mês abriu em média 303 páginas por um tempo somado no mês de
2h25 min. Um ano depois, o tempo foi de 2h30min e a média individual de páginas vistas foi de 328. 

Considerando somente os internautas residenciais, o uso de e­mail também não está diminuindo, com os dados dos últimos anos alternando entre crescimento e estabilidade. Em junho de 2003, 67,2% dos internautas navegavam em sites de correio eletrônico e somavam no mês uma média de cerca de 50 minutos e de cem páginas por pessoa.

Em junho de 2011, a média de páginas praticamente dobrou e o tempo individual foi superior a uma hora e meia.

As pessoas que mais usam e­mail no Brasil são os adultos. Em junho de 2011, a faixa de 25 a 49 anos de idade representou quase 60% dos usuários de webmail. De todas as pessoas que usaram a internet no trabalho ou em domicílios no mês, 80,7% eram da faixa de 25 a 34 anos.

E esse uso de e­mail concentrado entre os adultos também se repete, quando se analisa somente a internet em residências.  Enquanto continua forte, no Brasil, o uso de webmail começou a diminuir nos Estados Unidos, no Reino Unido, na Suíça e na Alemanha.
Ainda assim, cresce também em países como Itália e Japão.  Na França e na Austrália continua estável.

Fonte: ProXXIma

[Resumindo: Se o seu consumidor se enquadra neste perfil de 25 a 49 anos, que utiliza a internet em casa, seu melhor canal de comunicação ainda é o E-mail ou Newsletter]

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Internet e Marketing [Entrevista ao site BABOO]

Essa é uma entrevista que dei ao Site Baboo:




A internet e o marketing nos dias de hoje caminham mais do que juntos. Portanto, basta cada profissional saber aproveitar tudo que esta ferramenta tem de melhor para fazer, aprimorar e mostrar a sua marca. Philip Kotler (Distinto professor S.C. Johnson & Son de Marketing Internacional na Kellogg School of Management, na Universidade Northwestern) fala em seu último livro, “Marketing 3.0”, que hoje temos de focar no espírito das pessoas, no seu lado humano. Por isso, com toda esta onda de sustentabilidade, as pessoas estão se importando mais umas com as outras, estão preocupadas com o planeta e isso não é moda, é uma tendência que as próximas gerações darão continuidade.

Segundo o publicitário Marcílio Guimarães, na internet as marcas tem maiores oportunidade de falar com os seus consumidores, de forma individual e personalizada, mostrando que não é um robô que está falando com ele, mas sim uma pessoa que está falando com outra pessoa. “A internet é uma rede de pessoas, como diz Conrado Adolpho (autor do livro: ‘Os 8 Ps do Marketing Digital’). Por isso este ‘boom’ das redes sociais. Assim como a ‘onda’ de sustentabilidade, estas não são mais uma moda, são uma tendência de relacionamentos interpessoais no mundo. As marcas devem aproveitar estes canais, conversar, interagir e entender os seus consumidores. Resumindo, as empresas devem aproveitar a internet para estreitar a sua relação com eles”.

Marcílio Guimarães
Quanto aos recursos que o meio cibernético oferece, Guimarães diz que poderia citar dezenas deles. “Existem diversas, até mesmo de forma gratuita, para promover a sua empresa e ter maior desempenho nas vendas. Algumas delas são as já faladas redes sociais, como Facebook, Orkut e Twitter. Existem outras mais específicas, como Foursquare, que é uma ótima ferramenta para que os consumidores falem do seu estabelecimento. Além, é claro, do Google”.

Já para Alexandre Hadade, diretor da Arizona, o importante é a empresa ser consistente em todas as plataformas trabalhadas, inclusive na internet. “A mensagem nesse meio tem de ser forte, mas o primordial é identificar o público alvo, para alinhar o discurso e traçar as estratégias para atingi-lo. Outra questão interessante é o uso de grupos/redes para ajudar a opinar sobre um produto, uma marca ou até mesmo para dar ideias. O conceito é o crowdfunding, que ficou famoso com o Kickstarter, nos EUA, e que hoje já é bastante usado por empresas. Essas companhias fecham grupos de discussão onde ideias são dadas por qualquer pessoa e, caso a ideia seja utilizada, a pessoa é recompensada. A Tecnisa é uma das empresas que já faz isso hoje no Brasil. A Lego renasceu graças a isso”.

Alexandre Hadade
Ele complementa dizendo que o legal das redes sociais é utilizar as ferramentas que elas já tem. “No caso do Facebook, existem ferramentas de enquetes para interação com o público, que podem ser utilizadas como um termômetro. Para estar nas redes sociais não basta a empresa montar uma página e apenas estar lá, é preciso montar uma estratégia para extrair dos usuários o que você ele quer. Por exemplo, conseguimos, por meio da rede social ter uma análise rápida e a mensuração de dados sobre um produto por meio de manifestações positivas e ou negativas dos consumidores”.

Há diferença do marketing na internet para pequenas, médias e grandes empresas?
Para Guimarães, no marketing e na publicidade, em geral, há uma grande diferença entre empresas grandes e pequenas, devido ao valor de investimento nas ações. “Empresas pequenas dificilmente investem em marketing. Acham que é fazer um panfleto para distribuir na porta do metrô ou mandar um e-mail dando parabéns ao cliente pelo seu aniversário ou ‘Feliz Ano Novo’. Acredito que tudo isso seja um problema cultural, mas com o advento da internet esse cenário tende a mudar. As empresas que não tem um site hoje em dia também não tem credibilidade com o consumidor, pois são consideradas amadoras. A oportunidade da marca se aproximar do seu consumidor é muito maior com as empresas de menor porte. Já as marcas grandes abordam o público de forma mais generalizada”.

Hadade discorda e conta que, de forma geral, ele não acredita que haja grandes diferenças. “O objetivo e as ferramentas são as mesmas, o que muda é o budget. Empresas menores são mais ‘faz-tudo’: pensam no conceito, fazem o planejamento, criam, executam etc. Empresas maiores já possuem uma estrutura maior e, portanto, suas tarefas são mais divididas. Desde que as empresas saibam se conhecer e trabalhar com isso, ambos os modelos tem as suas vantagens”.

Para finalizar, o diretor da Arizona dá alguns exemplos de como aprimorar ainda mais o marketing na internet.“Podemos mencionar o SEO (Search Engine Optimization), que ajuda a otimizar o posicionamento de sua página (ou até mesmo o site todo) nas buscas online. Outro recurso bem forte são as redes sociais, que aproximam as empresas de seus consumidores e, quando utilizadas de forma estratégica, trazem dados ricos sobre as opiniões do público. O Analytics Services também merece destaque, uma vez que hoje todas as empresas tem a constante cobrança para provar os resultados de suas ações”.

Por Priscilla Silvestre
Fonte: Baboo

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Startups, oportunidade para Jovens talentosos!



O sucesso rápido de algumas startups, que chegam a faturar R$ 600 mil anuais, se tornou porta de entrada para milhares de jovensempreendedores colocarem suas ideias em prática. É o caso das empresas Boo-BoxSamba Tech e Apontador, que lançaram ferramentas na internet, e da Do Bem e da Cachaça Express, que apresentaram novas bebidas aos brasileiros.


“Muitas empresas começam, mas poucas conseguem se destacar. Como a maior parte não consegue se diferenciar dos demais, acaba em um médio prazo não se sustentando e fechando”, destaca Marcos Hashimoto, Professor Coordenador do Centro de Empreendedorismo do Insper, em entrevista ao Mundo do Marketing.


Mas como saber se o investimento será rentável?
1 - Equipe - o perfil das pessoas por trás do projeto é relevante para qualquer tipo de empreendimento. O equilíbrio de competências traz um diferencial para empresa. 


2 - Proposta - É necessário apresentar uma ideia com conceito inovador, que busque soluções para os problemas do mercado de forma criativa ou atenda negócios que estão em crescimento...


Leia toda a matéria aqui: Mundo do Marketing

terça-feira, 6 de setembro de 2011

MARKETING DIGITAL - Mercado em expansão gera demanda que não tem sido atendida


A rápida expansão do mercado digital nos últimos cinco anos é responsável pelo aumento da de manda por profissionais especializados na área. A alta procura por pessoas qualificadas, no entanto, não tem sido atendida. Sobram oportunidades e falta mão de obra capacitada para responder por um setor que recebe cada vez mais investimentos de Marketing.
O digital entra na estratégia das empresas, que aos poucos implementam departamentos exclusivos para ações on-line e oferecem salários que podem variar de R$ 2.000,00 a R$ 17.000,00. O crescimento da procura por profissionais especializados em Marketing Digital, entretanto, esbarra na ausência de uma formação acadêmica consolidada e na falta de experiência de mercado.
Com o setor aquecido, a tendência é que a procura aumente cada vez mais. “A demanda crescerá. Até 2008, o mercado estava estagnado, crescendo de forma orgânica. Com a explosão das redes sociais, as empresas despertaram para o meio digital”, acredita Romeo Bussarello, Diretor de Internet da Tecnisa, que desde 2008 conta com um departamento focado em Marketing Digital, em entrevista ao Mundo do Marketing.
 Investimentos em Marketing Digital crescem a cada ano
A expectativa de expansão ainda maior nos próximos anos é explicada pela alteração observada nos investimentos em Marketing Digital. Se por um lado o on-line passa a receber mais atenção das marcas, por outro, a verba destinada a canais off-line começa a sentir uma retração. “O mercado está em franca expansão no Brasil. Hoje, os investimentos em Marketing Digital representam cerca de 4%. Mas as empresas estão cada vez mais adotando essa estratégia e o dinheiro está migrando rapidamente para o digital”, diz Leandro Kenski (foto), CEO da agência Media Factory, em entrevista ao portal.
Segundo dados do Ibope, em 2009, os investimentos em Marketing Digital cresceram 25% e a expectativa para este ano é que este número seja de 30%. Diante desse cenário surgem carreiras em ascenção. Links patrocinados, ferramentas de buscas, redes sociais e métricas são algumas das oportunidades em voga para aqueles que desejam investir na área. Mas é necessário que os executivos de Marketing entendam a importância da integração entre a função desempenhada e o meio digital.
Seja lá qual for a área de atuação do profissional, ele deve conhecer muito de Marketing Digital, porque todos os canais tradicionais estão sendo influenciados pelo processo de digitalização. Não dá para isolar (o Marketing Digital) e achar que é algo paralelo”, explica Max Petrucci, CEO da Garage, em entrevista ao portal.
Demanda não é garantia de contratação
A lacuna observada na procura por profissionais é explicada justamente pelo crescimento rápido e recente do setor. “A situação do mercado digital não é muito diferente da situação da mão de obra para qualquer outro setor que esteja em transformação. Existe defasagem no processo de formação e de tempo de produção de conhecimento. O tempo que se leva para educar uma pessoa é mais lento do que o necessário, em termos de mercado” conta Marcos Felipe Magalhães, Diretor de Marketing da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-Nacional), ao site.
Para aproveitar as op ortunidades oferecidas, o profissional deve ser inquieto e estar alinhado às novidades, além de aliar cursos acadêmicos à experiência que apenas o mercado pode oferecer. “A formação acadêmica ajuda, mas o que realmente forma as pessoas são as boas empresas, como Google e Apple. O Brasil, infelizmente, não é um pólo formador de tecnologia digital. Por isso, quando o profissional quer entrar em um mercado em formação, a melhor escola são as empresas com empreendedores, profissionais com quem você sabe que vai aprender”, acredita Petrucci, da Garage.
A necessidade de uma formação adequada é o principal indicativo de que a expansão do mercado e a busca crescente por novos profissionais não são garantias de contratação. Como toda carreira ligada à tecnologia, o Marketing Digital está sempre em transformação e evolução, o que exige profissionais atualizados constantemente. “A informação hoje em dia é muito perecível. Tudo o que é aprendido em qualquer curso está obsoleto depois de três anos. As pessoas precisam entender qual é a área de interesse delas e se atualizar permanentemente”, sugere Ana Maria Nubie (foto), Vice-Presidente de Atendimento da Agência Click, em entrevista ao Mundo do Marketing.
Empresas devem manter profissionais
Outra iniciativa fundamental para quem deseja apostar no setor é manter-se presente em grupos de interesse, como redes sociais, associações profissionais e cursos, onde seja possível compartilhar o que está acontecendo na área. Além de ser uma boa forma de atualização, o contato com outras pessoas ajuda na hora de encontrar – e aproveitar – oportunidades.
“É fundamental ter em mente que devemos sempre ter pessoas com quem nos relacionar e que conheçam nosso potencial como profissionais, para quando uma oportunidade aparecer”, diz Ana. O perfil autodidata deste profissional faz com que apenas um currículo não seja suficiente na hora de conquistar seu espaço.
Por outro lado, também cabe às empresas manter este profissional satisfeito. É uma característica comum no meio digital encontrar a chamada Geração Y e, agora, Z, composta por mentes inquietas, que desejam o sucesso rápido e avessas à hierarquia. Por isso, é importante oferecer desafios e dar liberdade para que o profissional traga ideias, proporcionando um ambiente de aprendizado. Outro elemento fundamental é o prazer e a satisfação de fazer parte da equipe.
“É importante dar a possibilidade de que o profissional faça o que gosta. Não se pode ter uma estrutura muito rígida. O jovem não quer burocracia, quer colocar a mão na massa, é ansioso. O ambiente deve ser propício à criação”, afirma ao portal Allan Fonseca (foto), Diretor de Canais da Coelho da Fonseca, que criou a Diretoria de Canais em 2009, após constatar que 90% dos consumidores buscam imóveis na internet primeiro.


[Resumindo: para quem deseja ou já trabalha com Marketing Digital é muito importante você gostar muito de internet, de se relacionar com pessoas, de aprender coisas novas, de se atualizar, ser dinâmico!]

Como montar seu Planejamento de Marketing Digital???

Encontrei esta apresentação de Slides com dicas de como preparar seu Planejamento de Marketing Digital. Vale a pena dar uma conferida!

Palestra: Planejamento Estratégico Digital


Aqui em baixo está o resumo, ou modelo, de como você deve montar o seu Planejamento de Marketing Digital:

O que faz um profissional MARKETING digital???

Encontrei essa apresentação que resume bem o que um profissional de Marketing tem que ter....Marketing Digital: As competências do profissional de marketing para atuar no novíssimo contexto do marketing digital

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Comércio eletrônico não encontra profissionais qualificados


Mercado em expansão abre oportunidades para quem tiver uma visão geral do negócio


O aquecimento do comércio eletrônico brasileiro abre cada vez mais oportunidades para os profissionais. Hoje, no entanto, o mercado enfrenta o desafio de encontrar pessoas qualificadas para ocupar as vagas oferecidas, que pagam salários de até R$ 12 mil. As escolas tradicionais de graduação e formação profissional ainda não conseguem formar profissionais para atender a crescente demanda, deixando a tarefa a cargo das empresas.
Manter a sustentabilidade do negócio é outra dificuldade para os varejistas na internet. De acordo com uma pesquisa realizada pela Ecommerce School, entre janeiro e agosto de 2011, há 23 mil lojas virtuais no Brasil. Mas, deste total, apesar do crescimento de 24%  das vendas do e-commerce no primeiro semestre de 2011, em relação ao mesmo período anterior, de acordo com a e-bit, apenas 30% estão ativas, ou seja, investem em divulgação e realizam ao menos 10 vendas por mês. A estimativa é que, até 2014, o número chegue a 45 mil e a proporção de lojas ativas se mantenha.
Entre os principais obstáculos para o desenvolvimento ainda maior dos varejistas virtuais estão a falta de conhecimento e planejamento. “Um grande erro é a escolha da plataforma, que deve caber no orçamento e não gerar um custo fixo elevado. Hoje há desde opções gratuitas, até as que custam R$ 200 mil. Saber definir é fundamental para o sucesso”, conta Mauricio Salvador, fundador, coordenador e sócio da Ecommerce School, em entrevista ao portal, lembrando que é possível abrir uma loja online com menos de R$ 50,00 por mês.
Empreendedorismo domina o e-commerce brasileiro
Seguindo a perspectiva de 45 mil lojas em funcionamento até 2014, a previsão é que sejam gerados 34 mil empregos diretos e mais 50 mil indiretos no comércio eletrônico nacional no período. Entre os postos abertos há oportunidades para praticamente todas as áreas de atuação em Marketing, comunicação e vendas, como diretores, gerentes, assistentes de e-commerce, analistas de métricas, links patrocinados, SEO, fotógrafos, designers, gerentes e analistas de Marketing Digital.
“O próprio Google vem criando profissões, como analistas de métricas, de SEO e de links patrocinados. Já os profissionais especializados em experiência do usuário são importantes, para gerar conteúdo, fotos e vídeos online”, ressalta Salvador. A expansão das mídias sociais também demandará cada vez mais cargos específicos. Caso de gerentes, coordenadores e assistentes de mídias sociais, assim como diretores e coordenadores de conteúdo.
Mas, apesar do aumento de oportunidades oferecidas, o empreendedorismo impera no varejo eletrônico brasileiro e a baixa barreira financeira de entrada faz com que muitas pessoas abram lojas virtuais para revender produtos. Segundo o levantamento, 50% dos 282 profissionais de e-commerce entrevistados, em parceria com a e-bit, afirmaram ser sócio-proprietários das empresas.
Indicações são meio mais efetivo para contratação
O cenário de empreendedorismo também pode ser explicado pela dificuldade em encontrar mão de obra qualificada. A maioria dos pesquisados (79%) afirmou que os profissionais não atendiam a todas as habilidades necessárias, enquanto 22% não sabiam onde encontrar currículos específicos. Para 20%, os salários pedidos eram mais altos do que poderiam oferecer e 9% dos candidatos já estavam empregados em outra empresa.
O profissional de e-commerce precisa ter uma visão geral do negócio e entender de tudo um pouco, desde a parte comercial, até a financeira, de operação e logística. Há muitos profissionais focados em apenas um assunto e as empresas acabam tendo de desenvolver outras habilidades nestas pessoas. Hoje, todos os profissionais de e-commerce em nível gerencial médio estão empregados, o que acaba gerando uma rotatividade no mercado”, conta o executivo da Ecommerce School.
Na hora de prospectar profissionais, as indicações ainda são o meio mais efetivo. Dos executivos que contrataram nos últimos seis meses, 64% chegaram aos candidatos por meio de amigos, parentes ou colegas de trabalho. As redes sociais vêm apresentando uma importância crescente: 11% encontraram os profissionais por meio de sites como LinkedIn e Twitter.
Salários acima de R$ 5 mil
Com o alto índice de rotatividade no mercado, a solução para manter um funcionário são os bônus mais agressivos no atingimento de metas, principalmente no caso de empresas de médio e grande portes. A pesquisa indicou que 21% dos profissionais de e-commerce recebem entre R$ 3 mil e R$ 5 mil, 19% entre R$ 5 mil e R$ 8 mil, 7% de R$ 8 mil a R$ 12 mil e 8% acima de R$ 12 mil. A maior parte (28%), no entanto, recebe entre R$ 1 mil e R$ 3 mil e 5% chegam a ganhar menos de R$ 1 mil.
Em relação ao grau de entendimento dos gerentes de e-commerce, o atendimento ao cliente é a atividade mais dominada pelos profissionais, com 21% tendo afirmado ter “muito conhecimento”. Em seguida, aparecem técnicas de vendas (20%) e Marketing Digital (19%). O atendimento também é considerado como uma atividade prioritária para quem deseja trabalhar como gerente de e-commerce, citado por 79% como “muito importante” e 14% como “importante”.
“Os profissionais de e-commerce consideram muito importante ter conhecimentos no atendimento ao cliente e no Marketing Digital. Por outro lado, quando avaliamos as atividades que mais conheciam, a parte de expedição, logística e gestão financeira mostrou-se uma fraqueza, o que acaba se refletindo no mundo real. Hoje, o maior índice de reclamações no e-commerce é por causa de logística”, lembra Salvador, autor do livro “Como abrir uma loja virtual de sucesso”.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Planejamento: palavras de quem entende do assunto, Martin Weigel


O bom Planejamento fala com autoridade. O mundo não precisa de mais uma opinião. Como idiotas, todos nós temos uma. E isso não é suficiente. O papel do Planejamento é ser a opinião mais bem informada da mesa. O ponto de partida do Planejamento é pesquisa e conhecimento, não meramente opinião(...)
O bom Planejamento define o problema. A coisa mais valiosa que o Planejamento pode fazer é definir o problema com precisão e imaginação. Adrian Holmes, ex-presidente da Lowe, dizia: “Grandes soluções precisam de grandes problemas”. Definir o problema real – bem além do chavão (awereness, alguém?) – é o teste final da habilidade de um planejador.(...) Planners são, antes de qualquer coisa, definidores do problema.
O bom Planejamento é corajoso. Falamos muito sobre a necessidade dos clientes serem corajosos. Mas os planners também precisam ser. Quando planejadores enxergam como sua tarefa colocar o primeiro pensamento corajoso na mesa, as coisas se tornam interessantes com mais rapidez. Mostra aos criativos que há diversão no desafio. E se o cliente compra um ponto de partida interessante, quer dizer que já depositou confiança em um final interessante.
O bom Planejamento se interessa muito pelo trabalho. ‘Brife e esqueça’ é a forma mais preguiçosa de Planejamento que existe. Os planners mais bem sucedidos – os que mais contribuem para o trabalho – não abandonam o trabalho até que ele realmente veja a luz do dia. (...)


Como eu disse, o papel do Planejamento é ser a opinião mais informada da mesa. Ser informado sobre como o mundo funciona é fonte de autoridade do Planejamento. (...)
Em termos de lidar com pesquisa, eu incentivaria os planejadores a fazer da pesquisa um amigo. O Planejamento não consegue bancar-se apenas sondando pesquisa à distância. A maioria das pesquisas, no entanto, é feita pelos motivos errados. A maioria delas mostra um fraco entendimento da psicologia humana. Ainda colocam valor excessivo em perguntar ás pessoas o que querem e o que fazem. No entanto, quem mais critica a pesquisa tende a ser aqueles com o entendimento mais fraco das metodologias.
Lidar com pesquisa significa entender todas as variedades de metodologias quantitativas e qualitativas. Isso significa compreender todas as possibilidades de fontes de dados, sejam elas compradas, proprietárias ou de livre acesso. (...)
Por fim, a mais valiosa forma de pesquisa que podemos conduzir é o entendimento do que realmente aconteceu no mercado e aplicar os aprendizados para fazermos melhor da próxima vez. Lidar com este tipo de pesquisa exige maestria no conhecimento das fontes de dados e um entendimento (cada vez mais raro, a meu ver) da diferença entre efeitos da comunicação (como awareness, views, likes, retweets, etc) e efeitos de business (como lucratividade, share, etc), alem da habilidade de interrogar o impacto de um no outro. (...)


Creio que isso nos lembrou de alguma verdades eternas sobre a arte de planejar:
1 – Planejamento não é teoria. Seu produto final não é PowerPoint. Seu propósito é ação e mudança no mundo real. Ele resulta em coisas. Somos arquitetos da escolha e do comportamento.
2 – A primeira e vital contribuição do Planejamento é o diagnóstico de problemas e desafios. É estabelecer objetivos claros. Todos os palestrantes nos lembraram que o sucesso começa quando perguntamos a nós mesmos: ‘O que exatamente estamos tentando alcançar e por que isso importa?’
3 – Isso exige determinação e compromisso. Uma vez que se tem um plano, é preciso colocar todo o seu peso e recursos contra ele, sem equivocar.
4 – Uma execução corajosa começa com uma estratégia ambiciosa, audaciosa e corajosa. Não há como ter uma estratégia tímida e esperar que algo brilhante saia dali.
5 – O sucesso depende da transferência de entusiasmo. Do cliente à agência. Dos planejadores aos criativos. Da marca ao consumidor. Fazer com que todo mundo seja parte do plano – oficialmente e contribuindo – é essencial. E em equipes grandes e diversas, Planejamento de sucesso exige a habilidade das pessoas como nunca antes. Planners não conseguem mais ser geeks sem nenhuma habilidade social.
6 – Planejamento é, acima de tudo, uma forma de pensar e abordar problemas e desafios, não uma maneira de chegar a um plano rígido e fixo. Em ambientes flexíveis e dinâmicos, o processo e rigor do Planejamento – o perguntar as questões certas – importa mais do que o plano. Devemos ser capazes de nos adaptar e mudarmos.
(...)
Dicas:
1 – Lembre-se que não é porque você é chamado de ‘planner’ que será a pessoa mais inteligente da sala. E isso permanecerá verdadeiro para o resto da sua carreira.
2 – Não trabalhe com idiotas – encontre boas pessoas para trabalhar.
3 – Lembre-se de que enquanto você (ainda) não sabe mais do que alguém, pode trabalhar mais pesado do que qualquer um.
4 – Transforme em seu negócio conhecer os da empresa e do consumidor melhor do que qualquer um – leia todos os reports do Nielsen e estudos de tracking, e você será imediatamente útil.
5 – Leia tudo o que o Stephen King escreveu [não esperava por essa]– em meio à retórica e moda do nosso mercado. É uma referência inestimável de sanidade e sabedoria atemporal.
6 – Não acredite em tudo que você lê em blogs e estudos de caso.
7 – Conheça o que todo mundo faz no seu trabalho e fique amigo deles. Você é apenas uma engrenagem – conheça o resto de como a máquina funciona.


[Este é um resumo de uma entrevista realizada com Martin Weigel, Head of Planning da Wieden+Kennedy Amsterdam]
Fonte: Un Planned

domingo, 28 de agosto de 2011

Startup: 10 jovens empreendedores brasileiros na internet





O dinamismo do mundo tecnológico foi o que atraiu a engenheira civil Joana Picq para a área. Filha de pai francês e mãe brasileira, Joana sempre acompanhou a diferença na oferta de serviços domésticos por aqui e na Europa. Com o aumento do acesso à internet, ela viu uma oportunidade de conectar prestadores de serviços - domésticas, babás, pintores e jardineiros, entre outros - à demanda.

Joana Picq, AchaLáNo final de 2010, o AchaLá foi lançado na Rocinha, no Rio de Janeiro, durante um evento conjunto com o Instituto Reação. O portal de classificados online trabalha com o público anunciante, composto por prestadores de serviços das classes C, D e E, e o contratante, formado pelas classes A, B e C. Para garantir a qualidade na indicação, são verificados o CPF e as referências dos anunciantes.

No início da empreitada, Joana contava com o sócio fundador Bruno Ajuz como anjo e conselheiro. No início deste ano, Luisa Ribeiro, que conhecia Joana desde pequena, soube do projeto e entrou como CEO. “Contratar as pessoas erradas pode quebrar uma empresa”, destaca Joana. “Acompanhar somente os números do Google Analytics em vez de ouvir o feedback dos seus usuários também pode ser fatal”, acrescenta.

O AchaLá já recebeu R$ 30 mil de investimento dos próprios fundadores. O desafio da startup agora é financiar a expansão e a operação nos próximos 18 meses, período em que devem ser implantados modelos de monetização. A estimativa é de faturar R$ 1,5 milhão em 2012.

Marcos Passos, Bookess
O mundo virtual começou a fazer parte da vida de Marcos Passos, que mora em Florianópolis, Santa Catarina, bem cedo. Com apenas 13 anos, laçou o primeiro site, sobre animes. Assim como outros projetos de internet, que começaram como “brincadeira”, o site decolou e chegou a receber 50 mil visitas únicas por dia. Passos decidiu se dedicar a outros projetos e a gestão do site acabou sendo entregue à comunidade de fãs.

O empreendedor teve a ideia de montar a Bokess depois de ter esquecido em casa um livro que estava lendo durante certa viagem. Ele começou a pensar em uma solução para poder continuar a ler uma obra de onde estivesse. Durante oito meses, trabalhou na ideia, até desenvolver a plataforma editorial online, que permite que conteúdos digitais sejam publicados e vendidos, e que possam ainda ser acessados pela internet ou por leitores digitais e tablets.

A Bookes é um mix de editora virtual e comunidade de autores e leitores. Passos a define como uma ferramenta de autopublicação. A startup já recebeu investimentos, mas os sócios não revelam quanto. O empreendimento já soma R$ 150 mil em faturamento e pode ir além, com a pretensão de ganhar escala global. O empreendedor quer estar à frente das mudanças que estão ocorrendo no mercado editorial. “Esta transformação está apenas começando, mas nós estamos entre os líderes revolucionários”, diz

Rafael Zatti, Ideias.me
Foi durante uma entrevista sobre crowdsourcing que Rafael Zatti, teve a ideia de criar uma plataforma através da qual empresas brasileiras pudessem explorar a inteligência coletiva. O fato de Zatti ter estudado Engenharia Elétrica poupou tempo e encurtou o caminho para que o projeto virasse realidade. O primeiro passo para se inteirar sobre o assunto e sua viabilidade foi criar um blog sobre crowdsourcing. Ele escreveu durante quase um ano sobre o tema para amadurecer a ideia da plataforma. Hoje soma 180 artigos e quatro e-books sobre crowdsourcing e inovação aberta.

Com o conhecimento acumulado e a experiência que tinha em programação, angariou investimentos junto à família e, vendo que o risco seria baixo, decidiu corrê-lo. A Ideas.me abriu as portas oficialmente em fevereiro deste ano. Vender desafios para grandes empresas foi a estratégia inicial da startup, que chamou a atenção da Vivo.

A próxima aposta de Zatti é usar a plataforma para prestar um serviço que permitirá a pequenas e médias empresas resolver problemas por meio da inteligência coletiva. Entre os planos futuros, a intenção é expandir para outros países, como Chile e Argentina, e disseminar a cultura de colaboração no Brasil como forma de interagir com os clientes.

Anna Valenzuela, Migux
A rede social para crianças Migux nasceu a partir da observação da empreendedora Anna Valenzuela do mercado de internet brasileiro. “Sabíamos que as crianças estavam usando produtos de internet – Orkut, MSN e afins – que não haviam sido concebidos para eles. Não nos preparamos, simplesmente fizemos”, conta. O projeto foi lançado em 2008 e contava seis sócios, todos com experiência em portal da internet. Atualmente, restam apenas dois.

O Migux foi o primeiro produto da startup Brancaleone, antes focada na criação de diversos produtos. “Quando lançamos o Migux, cerca de um ano e meio após a abertura da empresa, rapidamente percebemos que ali estava nosso business e que precisaríamos rapidamente ajustar a rota da empresa e, claro, nosso foco”, lembra.

Anna afirma que o diferencial do projeto está no apoio de educadores. “É uma rede com três milhões de usuários, associada à inteligência coletiva, criatividade digital e responsabilidade social”, detalha. O espaço seleciona conteúdo infantil de diversas partes do mundo para disponibilizar aos usuários. O Migux ainda não recebeu investimento externo e não divulga seu faturamento. A expectativa para os próximos três anos é que a rede esteja consolidada no universo infantil, além da expansão do empreendimento para desenhos, coleção de livros e aplicativos.

Hugo Barros, Crowdtest
Quando o mineiro Hugo Barros criou o Crowdtest, em 2010, já trazia experiência de negócios anteriores na bagagem. Os dois primeiros deixaram de existir com menos de um ano de vida, enquanto o terceiro – a Base2, de testes de software – serviu de base para o empreendimento que ele considera como preferido, por ser executado exclusivamente pela internet.

Voltado para o mercado de terceirização de software, o Crowdtest paga internautas para identificarem falhas, avaliando a qualidade do software para as empresas. Para o fundador da startup, o diferencial está no serviço rápido a um custo baixo. Foi através da pesquisa de uma das consultorias do Programa Prime, da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), que o mineiro soube da demanda reprimida para o serviço.

Para viabilizar o projeto, Barros e seu sócio, Robert Pereira, captaram a soma de R$ 280 mil em investimentos provenientes de instituições de amparo à pesquisa e de um investidor-anjo da Aceleradora, que virou sócio minoritário da empresa. Para este ano, a projeção de faturamento é de R$ 930 mil.

Adriano Brandão, Navegg
Com mais de uma década de experiência no mundo online, Adriano Brandão criou o Navegg de forma despretensiosa, em 2009. Um dos sócios, Luciano Juvinski, precisava de uma secadora e, por acaso, deparou-se com um anúncio em um portal. Ele se perguntou se o anuncio teria sido exibido especialmente para ele e, quando conclui que não era o caso, surgiu a ideia de criar um sistema que permitisse a exibição de anúncios personalizados para os desejos de cada internauta.

Nos meses seguintes, Brandão, Juvinski e outro sócio, Pedro Cruz, se dedicaram à análise de mercado e ao desenvolvimento do projeto. A Navegg trabalha com soluções para que os sites aprimorem e personalizem os anúncios de acordo com o perfil dos visitantes.

A empresa recebeu seu primeiro investimento do fundo de capital-anjo Astella, que também auxiliou no desenvolvimento do negócio. Neste ano, 70% do capital do negócio foi adquirido pelo grupo BuscaPé. Para ter sucesso, Brandão defende que é preciso ter equilíbrio entre o trabalho cotidiano e a visão estratégica. “Em startups, geralmente enxutas e horizontais, onde todo mundo participa de tudo, há a tentação constante de se mergulhar de cabeça no dia-a-dia operacional. Fuja disso”, aconselha.

Marcos Roberto Oliveira e André Teixeira, Urbanizo
O brasiliense Marcos Roberto Oliveira trabalha com o mundo digital há mais de dez anos. Ele e seu sócio no Urbanizo, André Teixeira, são formados em Ciência da Computação. Além do conhecimento, a dupla também soma experiência em empreendedorismo digital. “Realizamos diariamente um grande esforço aqui em Brasília para fomentar o empreendedorismo, já que a cidade é dominada pelo funcionalismo público”, comenta Oliveira.

A primeira aventura neste meio foi em um site de fotos de festas de Brasília, quando Teixeira, Oliveira e outras três pessoas tinham cerca de 16 anos. A ideia não vingou e Oliveira passou a desenvolver sites e portais na internet até se juntar a cinco amigos para criar a Intacto, que funciona até hoje. A empresa desenvolve soluções para TV digital e software sob demanda para o Governo Federal.

Ao observar a alta demanda por imóveis, Oliveira notou a dificuldade que havia para descobrir se os valores cobrados eram justos ou não. Corretores, imobiliárias e compradores confirmaram a necessidade da tecnologia. Surgiu então a ideia do Urbanizo, site que vai comparar o preço do metro quadrado em imóveis de diversas cidades e estados do país. André Teixeira entrou para o projeto nos primeiros seis meses. O Urbanizo ainda não está em atividade, mas já foi escolhido pelo programa Sua ideia vale um milhão, do Grupo BuscaPé, que tornou-se sócio da empresa e investirá R$ 300 mil nela. O projeto vai iniciar com quatro grandes centros urbanos brasileiros e deve ser expandido para outras cidades e países.

Felipe Salvini, Sieve
Com apenas 27 anos, Felipe Salvin, já pode se considerar um empreendedor serial. Sua primeira empresa, de hospedagem de sites, chegou a contar com 500 clientes e, após dois anos de vida, acabou sendo vendida. Já o segundo negócio, na área de voz sobre IP (VoIP), fechou as portas após oito meses de operação. “Aprendi que ter empresa consome muito dinheiro de forma muito rápida”, ele conta.

Foi durante a Campus Party, evento que reúne profissionais e entusiastas da internet em São Paulo, que seu terceiro negócio decolou. Ele venceu o concurso Campuseiros Empreendem com a Sieve, empresa de inteligência competitiva para o mercado de comércio eletrônico. A startup começou no quarto de Salvini, no Rio de Janeiro, com dois estagiários. Meses mais tarde, eles entraram para a incubadora de negócios da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).

Nos próximos dois anos, a meta da empresa é tornar-se referência em monitoramento de preços no e-commerce brasileiro e partir para a internacionalização. Além de Salvini, a startup tem como sócios, Luis Vabo, um investidor-anjo e um fundo.

Mayara Campos, Tutudo

A Tutudo tem apenas seis meses de vida. Entretanto, a general manager da startup, Mayara Campos, já percorre o caminho dos jogos sociais há muito mais tempo. Com passagem pelas duas principais empresas do ramo voltadas a América Latina – Mentez e Vostu –, acompanhou de perto o mercado e mapeou os hábitos dos brasileiros em jogos sociais durante três anos. “Aprendi que e os brasileiros estão bem abertos para novos hábitos, principalmente na internet.”

A startup possui três sócios, um deles a Bossa Nova Investimentos. Até o final do ano, deve ser feita uma nova rodada com investidores. Para atraí-los, Mayara aposta em dois fatores: conhecimento e paixão pelo que se faz. A dedicação é determinante também na composição da equipe que integra a empresa. “Um dos fatores mais importantes para a empresa dar certo ou não são as pessoas que estão envolvidas. Busque aquelas com perfil complementar ao seu, motivadas e que acreditem o tanto quanto você no negócio”, ela recomenda.

A Tutudo funciona como uma carteira virtual, que permite que o usuário faça pagamentos pela internet, tanto em jogos sociais como em outros serviços. A vantagem é que ela não precisa ser carregada apenas pela internet, permitindo que consumidores que não têm cartão de crédito também possam utilizar o serviço. É possível comprar créditos através de uma rede de mais 230 mil pontos de venda, incluindo lotéricas, farmácias e padarias.

Mauro Ribeiro, Empreendemia
Desde os tempos de escola, Mauro Ribeiro já criava os primeiros sites como aventura pessoal e atendia os primeiros clientes. Aos poucos, a curiosidade pela internet, suas formas de organização e interatividade o levaram a cursar Engenharia da Computação. A expansão das redes sociais o inspirou a ter seu empreendimento.

No início, Ribeiro pensou em uma rede para conectar médicos e fornecedores de equipamentos e produtos, mas achou inviável. Mais tarde, Ribeiro conheceu Millor Machado e Luiz Alberto Piovesana, que criaram o blog Saia do Lugar, voltado a empreendedores, e tinham o projeto de criar uma rede social para este público. A Empreendemia nasceria em 2009, em Campinas, São Paulo.

O site reúne pequenos empreendedores em uma espécie de vitrine virtual – organizada a partir da atividade e região – para troca de contatos e oportunidades de negócios. “No geral, é alguém que acabou de conhecer a internet e ainda está em processo de aprendizado, ou que não tem tempo de pesquisar fornecedores”, explica Ribeiro. Em 2010, o faturamento da startup foi de R$ 40 mil, montante já atingido neste ano, em julho. “Estamos buscando um sócio investidor para financiar uma expansão mais agressiva no início de 2012. Chegou a hora de fazer a empresa decolar”, diz.

Fonte: FBDE