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domingo, 29 de janeiro de 2012

O Marketing de Michel Teló




De Chico Buarque a Gaby Amarantos, de Geisy Arruda a Marisa Monte, de Bidu Sayão a Banda Calypso, passando por Saci Pererê, maracatu, carimbó e frevo, não há como negar que temos um vasto e rico código cultural. E marcas tiram proveito disso, estabelecendo uma simbiose mútua entre a imagem que o artista empresta para a marca e vice-versa. Assim como cowboy do mundo de Marlboro, Michel Teló representa, na capa da revista Época, um fenômeno como “segurar o Tchan”, “Stefhany Absoluta” ou celebridades tipo Big Brother, sejam eles efêmeros ou não. Na Europa, hoje, Michel Teló também é sinônimo de Brasil, quer você queira ou não.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

7 razões porque você precisa de uma estratégia de Branding na sua empresa


Você pode já ter se dado conta de que sua empresa precisa de comunicação, porque se ficar em silêncio ninguém saberá que ela existe. Pode até ter percebido que precisa sempre lançar novos produtos para permanecer no mercado. Mas, nos dias de hoje, estas táticas não bastam. Você sabia que somos bombardeados por mais de 3.000 mensagens comerciais por dia e que apenas em 2008 foram lançados no Brasil 231,2 mil produtos? Como sobreviver neste ambiente caótico, saturado e altamente competitivo? Veja sete respostas para estas questões. 

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Branding na Internet




Em uma era de cultura colaborativa e de interação crescentes como esta em que vivemos, não é possível construir e gerenciar marcas sem ser consistente, cumprir promessas e muito menos sem ouvir o consumidor, saber o que ele quer e como alcançá-lo. Tudo que sempre acreditamos.


A arte de ouvir, sempre foi um alicerce fundamental de marketing. Só que, agora, com o advento das tecnologias digitais, principalmente sites de busca e ferramentas de monitoramento, este conceito se expandiu. O processo de escuta foi reinventado, ganhou força e vem contribuindo significativamente para a absorção de insights sobre o que seu público – alvo está literalmente fazendo. Além disso, nenhuma marca consegue construir credibilidade sem que seus stakeholders percebam que estão sendo ouvidos de maneira sincera.

domingo, 2 de outubro de 2011

GOOGLE - sua história e lições de Brading

 

“O declínio das marcas”, “a grande diluição das marcas”, “a bolha das marcas”, esses são apenas alguns títulos de textos e artigos que pregam, em tom muitas vezes “apocalíptico”, uma espécie de fim da era do branding ou das marcas, a partir da aparição da internet e sua rede dialógica.


A razão desse declínio, na visão de alguns desses “profetas”, pode ser assim sintetizada: a internet e suas plataformas interativas acabam, dentre outras coisas, com o controle centralizado e unidirecional que as marcas exercem sobre a percepção dos consumidores e demais públicos
    
Em vez de contrapor argumentos a esses discursos e análises, o propósito aqui é examinar um pouco da trajetória do Google, uma marca surgida exatamente no coração da internet e que se transformou numa das mais fantásticas, bem construídas e poderosas experiências de branding do mundo contemporâneo. 


A nosso ver, o Google conjuga, com maestria, consistência e inovação, os mais importantes fundamentos da gestão de marcas com as novas exigências do contexto tecnológico e simbólico das trocas sociais mediadas pela internet. Em outras palavras, a experiência do Google, longe do fim do branding, significa, sim, o princípio de um novo ciclo de abordagem e administração das marcas, agora num contexto de maior transparência, interação e amplitude. Por isso, vale aprender algumas lições. Vamos a elas:  


1. Missão do tamanho da Internet - A marca Google nasce com uma missão clara e absolutamente necessária diante dos desafios da complexidade do espaço virtual. “Organizar as informações do mundo todo e torná-las acessíveis e úteis em caráter universal”. Com o tempo, o Google vai se firmando como um “oráculo” diante da quantidade infinitesimal de conhecimento e informação disponível na world wide web. A despeito de toda a evolução da rede e do próprio Google, essa missão nunca foi abandonada e vira algo tão forte e incorporado, que é impossível imaginar o mundo virtual sem a “bússola” orientadora dessa marca. 
     
2. Promessa e entrega em tempo real - O Google, desde que entra em cena, pratica aquilo que é o desafio supremo das marcas em todos os tempos: entregar exatamente o que é prometido. Só que o Google faz isso em real time e possibilitando a comparação com outras marcas, no ambiente totalmente aberto e transparente da internet. É assim que o Google bate Yahoo, Excite e tantos outros players e se implanta como “o” site de busca e umas das marcas com maior brand equity e capacidade de expansão da atualidade.     
     
3. Convencimento sem persuasão - Desde a sua fundação, o Google não faz propaganda explícita de si mesmo. Resistiu também à tentação de simplesmente “comprar” uma fatia de mercado – praxe entre as empresas de tecnologia na época. Diferentemente, o Google investiu em novas tecnologias, aprimoramento de produtos, relacionamento com usuários e early adopters. Assim, as pessoas foram se convencendo, sem o apelo da publicidade, que o site merecia a preferência. Houve “anúncios” aqui ou ali, mas sempre de uma maneira tão inteligente que parecia conteúdo. Atualmente, o Google se rendeu à propaganda e partiu até para a TV.


4. Ouvindo e compartilhando de fato - o Google pratica o diálogo e o compartilhamento (palavra de ordem da nascente cultura de comunicação da era virtual) a partir do serviço que presta. Como uma esfinge do nosso tempo, o site apenas registra, naquele espaço de sua homepage, a “pergunta” do internauta. Velozmente, surge uma gama de respostas, deixando para quem consulta o direito de escolher a informação desejada. Sem interferências e opiniões. Mais ainda, o Google não faz nada – do layout da página inicial aos novos recursos de seus aplicativos –, sem consultar seus usuários. Sem dúvida, é uma marca compartilhada.


5. A força que vem de dentro - Muitas empresas ainda pensam que a internet é ideal para se criar uma “bela marca de fachada”. O Google não procede assim. Dentre outros atributos, a organização se tornou famosa por ter uma política de RH extremamente estimulante e motivadora, com tempo livre para projetos pessoais, ambiente de trabalho diferenciado, busca permanente de talentos e integração de parceiros empreendedores. Ou seja, quem trabalha no Google gosta e vira um verdadeiro “embaixador” da empresa. Como as melhores marcas, Google não é um “tapume” digital. 


6. Uma marca única e diversificada - O Google se relaciona com diferentes tipos de usuários e agentes, sempre procurando contemplar os diversos interesses que esse universo reúne. Além de um portifólio de serviços em expansão (mapas, imagens, e-mail, notícias etc), o Google se desdobra em várias ações: cursos online e offline, eventos de integração, ações de promoção, revista para anunciantes, campanhas e muitas outras iniciativas. O impressionante é que isso é feito sem fragmentar ou partir a marca em mil pedaços. O Google consegue diversificar e continuar único. 


7. Sem medo de acertar e errar - Outro ingrediente importante do Google é sua predisposição ao movimento e à inovação. É o que os teóricos chamam de “instabilidade adaptativa” das organizações modernas. O Google faz isso sem medo de errar e de dizer quando erra. Wave, Buzz e Orkut são exemplos de tentativas não tão acertadas, ao lado de tantas outras exitosas – como aquela brincadeira inusitada com a própria logomarca. O fundamental é que o Google está sempre inovando, mas faz isso sem jogar fora o “saldo médio” de confiança acumulado ao longo dos anos. 


8. Conectado com o bom humor - Construir e manter uma marca como Google não é trabalho fácil. Ainda mais lidando com tantos usuários, culturas, linguagens, governos e outras diferenças que estão condensadas no mundo globalizado da internet. Mas o Google opera sempre com uma leveza, uma simplicidade e um bom humor que viraram traços da marca. Mensagens engraçadas, ferramentas acessíveis, presentinhos para os usuários e mil outras brincadeiras. O Google alia muito bem o lado geek da engenharia com a comunicação agradável e colorida dos novos tempos. Isso está na alma da marca Google. 


9. I’m feeling lucky (Ou quem procura, acha) - Mais do que uma missão definida, o Google – como as boas marcas – sempre teve estratégia e visão de longo prazo. Considerando-se que a empresa tem apenas 10 anos, é impressionante como ela vem crescendo de forma consistente, operando num setor altamente dinâmico e de difícil previsibilidade. Isso acontece porque o Google sempre olha adiante em termos de tecnologia, mercados (África é um caso) e ativos ( Youtube e Android, por exemplo). A marca, que não acredita apenas na sorte e tem metas ambiciosas, sabe que o jeito mais simples de prever o futuro é participando da sua construção.

10. Respeito que gera resultados - Uma das mais determinantes características da marca Google é o profundo respeito pelos interesses de usuários, anunciantes, publicadores e demais envolvidos na busca e consumo de informações. Quando decide não preencher a sua página inicial de anúncios, quando promove links de anunciantes para o topo da lista, quando compartilha receita com publicadores de conteúdo ou quando não pratica spam, o Google está contemplando os interesses de todas as partes envolvidas no processo e isso faz com que marca seja de fato parceira e gere resultados para todos. 


Bem, essas são algumas lições que o Google tem dado de como “reinventar” o branding na era da internet. Ao contrário do que pregam os “apocalípticos”, o Google tem demonstrado que esses novos tempos são mais do que propícios para construir e sustentar uma nova marca. E o segredo para enfrentar tal desafio é nunca deixar de lado as bases de confiança, credibilidade, abertura, inteligência e compromisso que orientam os relacionamentos de toda grande marca, em qualquer tempo. 


Justamente por acreditar tanto nessa fusão do moderno com o “eterno”, do novo com o perene, da revolução com a evolução, a marca Google saiu do zero, em 1999, para estar hoje em rankings da Interbrand ou Brand Finance, entre as marcas mais valiosas do mundo, ao lado de legendas com Coca-Cola, Disney, Walmart, Microsoft e outras. O Google é isso, algo que nem os seus críticos conseguem negar: uma marca feita para durar, em pleno tempo de mudanças.  


Fonte: Mundo do Marketing

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Qual a importância das Redes Sociais para a construção da marca? BRANDING


Mark Batey gosta de se intitular como um “alquimista de marcas”. Para fazer jus à ambiciosa autodescrição, o britânico residente em Miami recorre aos seus conhecimentos e experiências como consultor de branding e professor de psicologia organizacional para entender e lecionar sobre os significados das marcas para os consumidores. 
"O Brasil é muito mais do que seus velhos clichês. Mas, no mundo das marcas, se você não narra sua própria história, outros o farão. Isso é bom – mas desde que narrem a história correta. A marca país da Alemanha ou da França ajuda marcas como Audi e Chanel. "


Diretor regional da DraftFCB para contas da Kraft Foods na América Latina – onde desenvolveu trabalhos para Trakinas e Club Social – Batey é professor na escola de negócios ESCP, em Paris, e na Universidade de Fabra, em Barcelona. Ele esteve no Brasil recentemente para dar aulas sobre criação e construção de marcas no Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, quando falou ao Meio & Mensagem.
As mídias sociais e a construção das marcas
Atrevo-me a dizer que as mídias sociais vêm recebendo uma importância exagerada no mundo do branding. Não digo que as mídias sociais não tenham sua importância, mas temos que manter o bom senso. Estamos falando de uma nova ferramenta, uma nova plataforma. As mídias sociais não são uma panaceia e não substituem nada: elas devem amplificar o que acontece com as mídias tradicionais. Não se trata de ter uma estratégia separada para as mídias sociais, mas sim de desenvolver uma estratégia convincente da marca e de explorar depois como as mídias sociais se encaixam neste plano global. As marcas continuam a ser construídas da mesma maneira que sempre foram: através da experiência da marca e da sua comunicação. A maior contribuição das redes sociais é fomentar o diálogo da marca com seus usuários e fãs. 
[não esqueça que também entre pessoas e pessoas, quem sabe até falando mau.]



Boca-a-boca à velocidade da luz
O boca-a-boca sempre existiu, a diferença é que hoje há uma ferramenta para que ele
se propague muito mais rapidamente e com maior alcance. As redes sociais são como o boca-a-boca correndo à velocidade da luz. Elas sem dúvida ajudaram a criar novas comunidades de marcas. Mas há grifes que nunca precisaram das redes sociais para ter as suas comunidades, como a Harley Davidson e a Lego. Os grupos de proprietários de uma moto Harley sempre foram muito ativos, fazem eventos, convenções, encontros. As mídias sociais são mais um canal de comunicação para eles. [veremos se isso é verdade - duvido muito - em alguns anos]


Posicionamento VS significado da marca
O conceito de posicionamento é apropriado para produtos, mas totalmente inadequado quando se trata das marcas. Posicionamento enfatiza a forma como um produto resolve problemas – necessidades, lacunas, atributos, e assim por diante. O significado da marca é muito maior, muito mais rico e complexo. Afinal, uma marca é um agrupamento de significados na mente das pessoas. Seu significado sempre foi cocriado entre empresas e consumidores. O fato é que talvez seja interessante ter um diretor de significado da marca para orquestrar tudo isso – sobretudo em um momento de redefinição do significado da marca. O termo posicionamento soa um pouco manipulativo e é originário da época que pensávamos em conversações de uma via só, da empresa para o consumidor. Este termo começou a ser usado para produtos, mas, quando o mundo financeiro se deu conta do valor das marcas, passou a associar o posicionamento às marcas. O significado de uma marca está na cabeça do consumidor. [...E onde está a cabeça do consumidor? No que ele fala? E onde ele fala? Nas Redes Sociais.]


Como a crise afeta as marcas americanas
Marcas têm a tendência em atuar de acordo com os tempos. Durante a recessão que tivemos nos Estados Unidos, dois ou três anos atrás, notei algumas mudanças. Quando passamos por períodos recessivos, as pessoas tendem a achar que tudo era melhor no passado. Então, algumas marcas passaram a investir no retro branding, relançando embalagens antigas para seus produtos e utilizando esse conceito na publicidade. É como voltar no tempo, uma reação psíquica natural das pessoas frente aos tempos difíceis. Do ponto de vista do mercado externo, no caso de marcas bem ligadas à cultura americana, como o Mc Donald’s, as pessoas associam as marcas às notícias sobre as fontes desses produtos. Muito depende, também de como a marca se comportou no passado. Originalmente, a Coca-Cola faz parte das coisas típicas americanas, mas, em certo ponto, praticamente se desligou disso. Em outros países, as pessoas percebem a Coca-Cola como uma marca próxima. Isso acontece, sobretudo, pela decisão da empresa em descentralizar muitas das decisões de marketing e publicidade, conferindo à marca uma imagem mais muito mais local. Quanto ao futuro, temos que ver quão forte será o que virá por aí, para analisar os impactos sobre as marcas (americanas).



Cuidados com a marca Brasil
Comparando a situação americana com a do Brasil, penso que alguém deveria estar fazendo uma tarefa mais forte com a marca do País. O Brasil é muito mais do que seus velhos clichês. Mas, no mundo das marcas, se você não narra sua própria história, outros o farão. Isso é bom – mas desde que narrem a história correta. A marca país da Alemanha ou da França ajuda marcas como Audi e Chanel. Hoje, o cenário brasileiro é oposto ao americano. Para mim, o Brasil é a nova terra das oportunidades, um bom candidato a substituir os EUA nesse papel mundial. Estou falando, claro, de uma situação macro. Há tantas coisas boas acontecendo nesse País que algo deveria ser feito para resolver problemas como corrupção e burocracia. [Realmente lá fora o Brasil é reconhecido pelos seus velhos clichês de Samba, Mulheres e Futebol. No que somos bons? Temos que ser reconhecidos por isso. Assim como: Japão - Tecnologia, França - Moda, EUA - Poder, Iraque - Terrorismo...]
[Descordo em partes, mas concordo em outras quando o autor fala sobre Redes Sociais. Esse canal B2C+C2C+C2B que são as Redes Sociais além de uma nova forma de comunicação é uma nova forma das marcas terem suas histórias, mas agora, escritas por seu consumidores, satisfeitos ou não. Essa é a importância. Ser bem falado no BUZZ das Redes Sociais.]