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terça-feira, 6 de setembro de 2011

Como montar seu Planejamento de Marketing Digital???

Encontrei esta apresentação de Slides com dicas de como preparar seu Planejamento de Marketing Digital. Vale a pena dar uma conferida!

Palestra: Planejamento Estratégico Digital


Aqui em baixo está o resumo, ou modelo, de como você deve montar o seu Planejamento de Marketing Digital:

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Arquitetura de informação, que diabo é isso?





O grande desafio é convencer a alta administração das empresas a investir tempo e dinheiro em pesquisas para o embasamento de uma sólida estratégia de Arquitetura de Informação.


De acordo com os gurus Louis Rosenfeld e Peter Morville, o desenho (e o redesenho) de sites complexos deve ser precedido de pesquisas para gerar um sólido planejamento estratégico de Arquitetura de Informação. Com as pesquisas, visaremos a conhecer os objetivos do negócio, dos usuários, assim como a ecologia informacional da organização.


Infelizmente, no mundo profissional atual, realizar pesquisas é fato incomum. Em muitas empresas, a simples pronúncia da palavra “pesquisa” gera arrepios e imediatas reações de resistência:




– Pesquisas?! Nós não temos tempo nem dinheiro para isso!
– Já sabemos tudo o que queremos.
– Nós já fizemos as pesquisas.
– Você está louco?!


Apesar de haver razões por trás desses argumentos, o arquiteto de informação deve encontrar a maneira ideal de comunicar à organização a importância de desenvolver pesquisas em AI.


Em primeiro lugar, as pesquisas vão requerer um belo quadro conceitual do ambiente no qual a informação é produzida e, através do qual, pretende–se que chegue ao usuário final. Para isso, podemos nos guiar pela figura, que apresenta um modelo de abordagem equilibrada, com as três dimensões da AI:


Contexto. É crítico começar com um entendimento claro sobre os objetivos da empresa e sobre o seu ambiente político. Ignorar o contexto e a realidade empresarial do negócio é tão preocupante quanto ignorar os próprios usuários. É lógico que o objetivo é o “projeto centrado no usuário” e não o “projeto centrado no executivo”, mas também é importante adotar um equilíbrio político e diplomático adequado para chegar a um bom termo.


Para alcançar esse equilíbrio, deve–se considerar fatores como a cultura organizacional, os objetivos de curto e de longo prazos, o plano de negócios, os aspectos financeiros, os recursos humanos, a visão dos formadores de opinião e dos stakeholders, os prazos e a infra–estrutura tecnológica. Esses serão os fatores críticos para o sucesso da AI.


Conteúdo. A compreensão com o conteúdo é ultranecessária. O conteúdo de um web site dos grandes poderá incluir documentos, bancos de dados, metadados, tabelas, aplicativos online, serviços, imagens, arquivos de áudio e vídeo, animações, páginas pessoais, mensagens e demais conteúdos atuais e futuros.


Usuários. Esta é a dimensão fundamental. Segundo Deborah Mayhew, o princípio fundamental do projeto de interfaces – do qual derivam todos os outros princípios – é conhecer os usuários. Não há por que não considerarmos que este princípio se estende a toda a Arquitetura de Informação. Para a autora, o erro comum dos desenvolvedores de interfaces seria fazer duas pressuposições: primeiro, que todos os usuários são iguais; segundo, que todos os usuários são iguais ao próprio desenvolvedor.


Com o objetivo de conhecer os usuários, nenhuma abordagem única de pesquisa será suficiente. Captar necessidades, prioridades, comportamentos, modelos mentais e estratégias de busca de informações representa um desafio multidimensional, que pode envolver diferentes técnicas. Essa fase da pesquisa é a que investigará tanto as audiências como as tarefas, as necessidades, os comportamentos, as experiências e o vocabulário dos usuários.


Na definição de amostras de participantes  da pesquisa, deve–se estabelecer o balanceamento entre a visão tradicional da organização sobre quem são os seus clientes (por exemplo: empresários, jornalistas, administradores públicos, legisladores etc.) e as categorias que interessam à AI (exemplos: usuários experientes ou não em tecnologia, usuários de diferentes níveis educacionais e culturais, jovens, idosos, deficientes etc.)


Para finalizar, vamos ressaltar o grande desafio da AI. No mundo atual dos negócios – competitivo e acelerado –, por vezes torna–se difícil convencer a alta administração das empresas a investir tempo em pesquisas para o embasamento de uma sólida estratégia de Arquitetura. É por isso que, segundo Rosenfeld e Morville, muitos administradores ainda confundem o que os usuários querem com o que seus chefes querem, e o que eles pensam que os usuários querem com o que os usuários realmente querem.




Fonte: [Webinsider]

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Planejamento: palavras de quem entende do assunto, Martin Weigel


O bom Planejamento fala com autoridade. O mundo não precisa de mais uma opinião. Como idiotas, todos nós temos uma. E isso não é suficiente. O papel do Planejamento é ser a opinião mais bem informada da mesa. O ponto de partida do Planejamento é pesquisa e conhecimento, não meramente opinião(...)
O bom Planejamento define o problema. A coisa mais valiosa que o Planejamento pode fazer é definir o problema com precisão e imaginação. Adrian Holmes, ex-presidente da Lowe, dizia: “Grandes soluções precisam de grandes problemas”. Definir o problema real – bem além do chavão (awereness, alguém?) – é o teste final da habilidade de um planejador.(...) Planners são, antes de qualquer coisa, definidores do problema.
O bom Planejamento é corajoso. Falamos muito sobre a necessidade dos clientes serem corajosos. Mas os planners também precisam ser. Quando planejadores enxergam como sua tarefa colocar o primeiro pensamento corajoso na mesa, as coisas se tornam interessantes com mais rapidez. Mostra aos criativos que há diversão no desafio. E se o cliente compra um ponto de partida interessante, quer dizer que já depositou confiança em um final interessante.
O bom Planejamento se interessa muito pelo trabalho. ‘Brife e esqueça’ é a forma mais preguiçosa de Planejamento que existe. Os planners mais bem sucedidos – os que mais contribuem para o trabalho – não abandonam o trabalho até que ele realmente veja a luz do dia. (...)


Como eu disse, o papel do Planejamento é ser a opinião mais informada da mesa. Ser informado sobre como o mundo funciona é fonte de autoridade do Planejamento. (...)
Em termos de lidar com pesquisa, eu incentivaria os planejadores a fazer da pesquisa um amigo. O Planejamento não consegue bancar-se apenas sondando pesquisa à distância. A maioria das pesquisas, no entanto, é feita pelos motivos errados. A maioria delas mostra um fraco entendimento da psicologia humana. Ainda colocam valor excessivo em perguntar ás pessoas o que querem e o que fazem. No entanto, quem mais critica a pesquisa tende a ser aqueles com o entendimento mais fraco das metodologias.
Lidar com pesquisa significa entender todas as variedades de metodologias quantitativas e qualitativas. Isso significa compreender todas as possibilidades de fontes de dados, sejam elas compradas, proprietárias ou de livre acesso. (...)
Por fim, a mais valiosa forma de pesquisa que podemos conduzir é o entendimento do que realmente aconteceu no mercado e aplicar os aprendizados para fazermos melhor da próxima vez. Lidar com este tipo de pesquisa exige maestria no conhecimento das fontes de dados e um entendimento (cada vez mais raro, a meu ver) da diferença entre efeitos da comunicação (como awareness, views, likes, retweets, etc) e efeitos de business (como lucratividade, share, etc), alem da habilidade de interrogar o impacto de um no outro. (...)


Creio que isso nos lembrou de alguma verdades eternas sobre a arte de planejar:
1 – Planejamento não é teoria. Seu produto final não é PowerPoint. Seu propósito é ação e mudança no mundo real. Ele resulta em coisas. Somos arquitetos da escolha e do comportamento.
2 – A primeira e vital contribuição do Planejamento é o diagnóstico de problemas e desafios. É estabelecer objetivos claros. Todos os palestrantes nos lembraram que o sucesso começa quando perguntamos a nós mesmos: ‘O que exatamente estamos tentando alcançar e por que isso importa?’
3 – Isso exige determinação e compromisso. Uma vez que se tem um plano, é preciso colocar todo o seu peso e recursos contra ele, sem equivocar.
4 – Uma execução corajosa começa com uma estratégia ambiciosa, audaciosa e corajosa. Não há como ter uma estratégia tímida e esperar que algo brilhante saia dali.
5 – O sucesso depende da transferência de entusiasmo. Do cliente à agência. Dos planejadores aos criativos. Da marca ao consumidor. Fazer com que todo mundo seja parte do plano – oficialmente e contribuindo – é essencial. E em equipes grandes e diversas, Planejamento de sucesso exige a habilidade das pessoas como nunca antes. Planners não conseguem mais ser geeks sem nenhuma habilidade social.
6 – Planejamento é, acima de tudo, uma forma de pensar e abordar problemas e desafios, não uma maneira de chegar a um plano rígido e fixo. Em ambientes flexíveis e dinâmicos, o processo e rigor do Planejamento – o perguntar as questões certas – importa mais do que o plano. Devemos ser capazes de nos adaptar e mudarmos.
(...)
Dicas:
1 – Lembre-se que não é porque você é chamado de ‘planner’ que será a pessoa mais inteligente da sala. E isso permanecerá verdadeiro para o resto da sua carreira.
2 – Não trabalhe com idiotas – encontre boas pessoas para trabalhar.
3 – Lembre-se de que enquanto você (ainda) não sabe mais do que alguém, pode trabalhar mais pesado do que qualquer um.
4 – Transforme em seu negócio conhecer os da empresa e do consumidor melhor do que qualquer um – leia todos os reports do Nielsen e estudos de tracking, e você será imediatamente útil.
5 – Leia tudo o que o Stephen King escreveu [não esperava por essa]– em meio à retórica e moda do nosso mercado. É uma referência inestimável de sanidade e sabedoria atemporal.
6 – Não acredite em tudo que você lê em blogs e estudos de caso.
7 – Conheça o que todo mundo faz no seu trabalho e fique amigo deles. Você é apenas uma engrenagem – conheça o resto de como a máquina funciona.


[Este é um resumo de uma entrevista realizada com Martin Weigel, Head of Planning da Wieden+Kennedy Amsterdam]
Fonte: Un Planned

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

O Planejamento estratégico não sai do papel?





Pesquisas de mercado, definição de missão, valores, objetivos, análise SWOT. Todas as etapas para elaboração do planejamento estratégico da empresa foram seguidas à risca, mas agora, um ano depois, se percebe que as mudanças ali previstas continuam somente no papel. Mas, o que deu errado? Grandes e até mesmo médias empresas já conseguem enxergar a importância do planejamento estratégico como forma de organizar processos, controlar metas e facilitar tomadas de decisão.

Porém, o fato é que, ainda assim, há uma grande dificuldade em se colocar em prática o que de fato foi planejado. A revista Fortune, após uma pesquisa com consultores, publicou que menos de 10% das estratégias são executadas com sucesso nas empresas.

Para o diretor da consultoria FBDE | NEXION, Denis Mello, essa dificuldade acontece porque grande parte das empresas não se prepara culturalmente para a execução do PE“Elas se esquecem da principal fase, a que precede a implantação. É nesse momento que a empresa deve conceituar o planejamento desde a diretoria até as bases, para que todos saibam qual é o papel de cada um nesse processo.”

Promover ações como reuniões e workshops ajuda a integrar as equipes em prol de objetivos comuns do planejamento estratégico. E nessa hora, ter uma comunicação interna competente, que ajude na disseminação das informações, ajuda muito. “Porém, quando ações como estas não ocorrem, cada área passa a tratar o PE como uma lista de tarefas, pois não conseguem compreender sua verdadeira dimensão”, afirma o consultor.

Ainda segundo Mello, outro obstáculo encontrado pelas empresas vem da própria elaboração errada do planejamento estratégico. Comumente, o PE é elaborado como um simples plano de metas, sem levar em conta aspectos mais densos da organização. “Um bom planejamento deve ser um documento objetivo e profundo, que transporte o pensamento da empresa e de seus acionistas. Além disso, ele deve estar permanentemente em cima da mesa de cada um, e ser utilizado como principal ferramenta de trabalho”, conclui.

Segundo aponta o livro de Henry Mintzberg, Ascensão e Queda do Planejamento Estratégico (2008), durante a fase de elaboração do PE, “se os formuladores ficarem mais perto de sua implementação (o que é típico dos empresários), ou se os implementadores tiverem mais influência sobre a formulação, talvez possa haver sucessos maiores na formulação de estratégia.”

Além disso, outro ponto fundamental na hora de tirar o planejamento estratégico do papel é a disciplina com que cada integrante da equipe irá encará-lo. Não adianta ter o documento pronto, se ele não for realmente absorvido no dia a dia da empresa.

Porém, isso não significa que as estratégias devam ser “engessadas”, inflexíveis à mudanças. Como já vimos aqui no portal HSM, em um artigo de Alexandre Freire (http://www.hsm.com.br/editorias/o-que-e-mais-importante-planejar-ou-exec...), “ater-se ao planejado não significa fechar os olhos às mudanças que acontecem no macro-ambiente. Ajustar o plano às alterações políticas, econômicas, tecnológicas e sociais é um pré-requisito para o sucesso da execução.”

Porém, não são fáceis as tarefas de fortalecer a integração entre as equipes, disseminar informações e promover disciplina quando a empresa não possui líderes com conhecimento suficiente para tanto.

Como mostra o livro de Larry Bossidy e Ram Charam, “Execução” (2006), o nível de conhecimento de um líder para saber repassar a visão estratégica da empresa aos seus liderados e colocar o planejamento em prática é essencial e pode até mesmo se tornar um diferencial competitivo da empresa. "Qualquer líder de negócios, em qualquer empresa ou qualquer nível, precisa dominar a disciplina da execução. Se você colocá-la em prática em sua empresa, saberá que está produzindo melhores resultados."

A preocupação em se colocar a gestão de pessoas até mesmo na frente da gestão financeira é algo que vem tomando forma aos poucos nas empresas nacionais, segundo o professor do PROCED (Programa de

Capacitação de Empresas em Desenvolvimento da FIA), Antonio Paulo Lage Terassovich. “O maior erro que uma empresa pode cometer, por exemplo, é dar aumento para um funcionário que está insatisfeito no trabalho. É como dar água do mar para quem está com sede. Na verdade, é preciso aprender a lidar com o lado humano daquele trabalhador”, afirma.

O professor ainda lista quais são os três itens fundamentais, segundo ele, para que a execução de um planejamento estratégico aconteça com sucesso:

Pessoas: “um dos passos é entender a cultura da empresa e estabelecer a equipe necessária para a implementação. Por exemplo, uma empresa de marketing, mais dinâmica, requer profissionais com perfil diferente daqueles profissionais que trabalham em uma indústria de cimento, com processos de trabalho mais calmos.”

Processo: “para sair do estágio em que está para o estágio futuro, toda estratégia deve ter metas e estas metas necessitam de prazos e de um responsável pela sua execução.”

Tecnologia: “é preciso investir em recursos tecnológicos que atendam a demanda de diferentes áreas da empresa, como tecnologias de gestão financeira, de pessoas e de marketing. Assim, todas as equipes poderão andar no ritmo exigido pelo planejamento.”



Fonte: Fbde

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

8 dicas para aumentar suas vendas




Se não é o mercado que sinaliza que o momento é propício para aumentar as vendas, é o faturamento da empresa que deixa a desejar. Quando um dos lados indica que é preciso agitar o negócio, é hora estudar como impulsionar o aumento nas vendas.
No entanto, antes mesmo de colocar em prática qualquer estratégia, o trabalho mais penoso é identificar as competências e carências da empresa. Apenas ativar o mercado sem se preparar para atender à demanda pode afastar a clientela.

O sócio fundador da SaleSolution, Renato Romeo, e o professor especializado em PME da Fundação Instituto de Administração (FIA), Antônio Lage Terassovich, citam pontos importantes para o empreendedor considerar na hora de fomentar o aumento das vendas:

1. Evite atropelos

Pode parecer óbvio, mas ainda há muitos empreendedores que passam por cima do planejamento e tomam decisões mal pensadas. Agir por impulso, simplesmente reduzindo preços, sem estudar o cliente ou adotar qualquer estratégia, pode trazer resultados catastróficos em vez de solucionar o problema. Mas não confunda cautela com morosidade. Depois de decidido o caminho, uma implantação rápida pode ser um passo decisiva para o sucesso.

2. Arrume a casa

Antes de pressionar os vendedores por mais resultados, reveja os processos da companhia. A má gestão dos recursos pode acabar comprometendo os números, mesmo com um bom time de vendas atuando na ponta. Não basta improvisar, procure a ajuda de especialistas. “O empreendedor precisa entender que a empresa tem necessidade de conhecimento”, diz o professor da FIA, Antônio Lage Terassovich. Noções de gestão de pessoas e de contabilidade, por exemplo, são competências essenciais que o gestor de uma pequena ou média empresa deve possuir. “Se ele não tem umas das competências, ele tem três alternativas: contrata, terceiriza ou arruma um sócio”, recomenda o especialista.

3. Trabalhe no seu diferencial

Atirar para todos os lados pode acabar comprometendo o desempenho da empresa. Para potencializar as chances de sucesso, identifique o diferencial competitivo do negócio – como preço ou qualidade - e aposte nele. Também é fundamental entender o que o seu cliente busca. “Ao focar no público, a empresa se torna competente e adquire o seu diferencial”, destaca Terassovich.

4. Faça uma análise 360º

Fatores internos e externos podem influenciar o desempenho das vendas da empresa. Portanto, não basta olhar para dentro de casa, é preciso olhar ao redor também. Segundo Renato Romeo, o empreendedor deve analisar se o mercado está favorável ou em crise. "Se as empresas da minha área vão bem e a minha não, tem algo de errado com ela", diz Romeo. A concorrência também deve ser estudada, para identificar em que ponto ela é mais competente.

5. Entenda o seu cliente

Identificar o que o cliente quer é a melhor maneira de trazer mais ofertas relevantes para ele. Segundo Terassovich, é preciso entender se ele prioriza qualidade, preço, atendimento ou todos os fatores. Também é importante entender quais são as demandas de todos os elos da cadeia. No caso de uma empresa fabricante de roupas, ela deve entender as necessidades do atacadista – com a frequência de troca de coleções ou volume necessário para cada compra -, mas também deve estar atenta ao gosto do cliente final, ajustando seu produto ao público alvo.

6. Amplie seu mercado

Expandir o negócio para outros mercados é um caminho para engordar as receitas. Expandir geograficamente ou buscar novos públicos pode colocar a empresa em outro patamar de faturamento, segundo o professor da FIA. É fundamental, no entanto, fazer uma checagem completa para avaliar se o caixa da empresa está saudável o suficiente para financiar a expansão.

7. Qualifique seus vendedores

"A capacitação do profissional de vendas é o que dá o retorno imediato à empresa", destaca Romeo. Ele afirma que a prática não é adotada no Brasil como é em outros países, pois o empreendedor vê a capacitação como uma despesa. "O pequeno e médio empresário é ainda muito preso aos custos." Encare a qualificação como investimento e treine sua força de vendas, seja com ações internas ou recorrendo à ajuda de terceiros.

8. Tome cuidado ao mexer com preços

Embora pareça uma estratégia óbvia para atrair mais clientes, a ideia de baixar os preços nem sempre é a mais inteligente. "Baixar é fácil, mas depois que aumentar, como explicar para o cliente?", questiona Romeo. Trabalhar o preço traz retorno imediato ao fluxo de caixa, mas nada impede que a concorrência também se mexa para atrair consumidores. O professor Terassovich afirma que a precificação é uma das estratégias mais delicadas. “É fácil de mexer, mas difícil de entender”, diz sobre a associação de preço e qualidade, especialmente quando se fala de serviços.


Fonte: www.fbde.com.br

Isto tudo, não é nada mais nada menos que Planejamento Estratégico de Marketing!


Marcílio Guimarães

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Contas em dia, casamentos mais felizes



A desorganização financeira pode complicar bastante a vida de um casal, afirma articulista




O amor romântico é uma das maiores forças que existem. Ele resiste a tudo e transcende completamente questões materiais e temporais. O amor se basta, por si só. Ao menos é o que gostamos de acreditar.

Na vida real, questões materiais são responsáveis por mais abalos em casamentos e relações afetivas do que gostamos de acreditar. Muitos estudos apontam o dinheiro (mais frequentemente a falta dele) como um dos principais fatores (ou o fator principal) que levam casais a se separar ou divorciar. Diferentes estilos de "enxergar" o dinheiro, ou de se organizar financeiramente, podem dar origem a pequenas tensões que, aos poucos, vão ganhando a intensidade de um abalo sísmico.

Quando conhecemos alguém e decidimos embarcar em um relacionamento afetivo de longo prazo, pesamos uma série de fatores: a aparência física da pessoa, seu nível cultural e social, seu "papo", se é uma pessoa carinhosa e afetuosa, entre outras coisas. Frequentemente esquecemos (ou negligenciamos) as implicações materiais dessa relação: como os recursos serão obtidos e geridos. Nossa cultura não vê com bons olhos misturar afeto com dinheiro, ainda que esses assuntos já sejam intrinsecamente misturados, gostemos disso ou não. É "feio" falar de dinheiro e finanças com a pessoa que a gente ama, pode dar a sensação de que somos mesquinhos ou inseguros, e de que não damos tanto valor assim ao amor "puro e simples".

Podemos fazer o máximo que pudermos para afastar esse assunto de nossas vidas afetivas, mas em algum momento ele virá bater à nossa porta. Quando aquele amor puro e juvenil virar uma relação com filhos, obrigações e problemas, o assunto terá que ser abordado, de um jeito ou de outro. Quanto mais cedo esses assuntos forem abordados, menor a chance de que ele caia como uma "bomba" sobre nossas cabeças no momento mais inconveniente possível.

Como já vimos, os problemas financeiros em um relacionamento costumam começar de uma forma mais leve e discreta, e o assunto vai ganhando importância progressivamente. Em alguns casos, talvez o esgarçamento do relacionamento tenha sido tão grande que uma recuperação da paz e da harmonia conjugal é pouco provável.

Porém, na maioria dos casos, com um pouco de organização, boa vontade e uma boa dose de auto-conhecimento, é perfeitamente possível colocar o relacionamento novamente em direção ao sucesso.
A seguir alguns pontos interessantes a serem observados pelos casais. Eles podem ser a diferença entre um casamento próspero e bem-sucedido e uma relação fadada a engrossar as estatísticas de divórcios e separações.

1º - Definam os valores do casal

Os valores são os princípios que servem de "guia" para o casal. Conceitos como "amizade", "companheirismo", "fidelidade" etc são exemplos de valores. Aspectos financeiros e materiais também devem ser contemplados nos valores do casal. Conceitos como "liberdade de tempo", "segurança financeira" e "abundância material" são valores que expressam nossa postura com relação ao dinheiro e a nossos recursos. O casal deve ter uma visão muito clara de seus valores, inclusive aqueles que dizem respeito ao dinheiro.

Se um dos membros do casal acha importante ter abundância, e o outro se contenta com uma "vidinha tranqüila", então isso terá que ser equalizado.

2º - Estabeleçam os objetivos do casal

Uma vez estabelecidos os valores do casal, deve-se começar a definir aquilo que o casal quer, observando que objetivos e valores não podem ser conflitantes. O tipo de casa onde se deseja morar, a quantidade de filhos que se quer ter, como vão criá-los, se terão um imóvel de lazer, se vão viajar todo ano, etc. Isso deve fazer parte da lista de objetivos.

3º - Conheçam a si mesmos

Cada membro do casal deve ter uma visão muito clara sobre seus respectivos "eus financeiros", ou seja, que tipo de pessoa eles são com relação ao dinheiro. Quanto ganham e até onde estão dispostos a ir para ganhar mais e, mais importante, qual é o padrão de gastos de cada um. A atitude das duas partes do casal deve ser coerente com os valores e com os objetivos.

4º - Façam uma "reunião financeira" mensal

Estabelecem um dia fixo (algo como "toda primeira segunda feira do mês" ou "todo dia 10 do mês") e façam uma reunião para avaliar como anda a vida e o desempenho financeiro do casal. Façam uma reunião "séria", como se fosse um compromisso profissional, e deixando de lado qualquer assunto que não tenha a ver com as finanças do casal. Se quiserem, discutam o resto depois.

Avaliem o que está sendo feito e vejam se os valores, objetivos e "eus financeiros" estão sendo corretamente observados.

5º - Definam responsabilidades

Dividam as responsabilidades financeiras de acordo com as habilidades, capacidades e gostos de cada um. Esqueçam conceitos como "isso é coisa de homem" e "aquilo é coisa de mulher". Se a mulher tem maior potencial de gerar dinheiro, através de sua atividade profissional, e se o homem é mais eficiente objetivo na hora de fazer compras no supermercado, explorem isso.

6º - Planejem as finanças, mas não deixem de viver o presente

Façam um planejamento cuidadoso dos gastos, mas não permitam que esse planejamento faça de suas vidas um inferno. Abra espaço para o prazer, e não se esqueçam do romantismo...