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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Os consumidores da internet separados em três grupos



Os usuários da internet que realizam pesquisas online apresentaram três padrões de comportamento distintos, segundo novo trabalho realizado pela About.com em colaboração com a Latitude. Os comportamentos pelo estudo intitulado “Three Mindsets of Search” são “responda me”, “eduque-me” e “inspire-me”.
O estudo combinou metodologias quantitativas e qualitativas para explorar o ambiente do mercado de buscas e os padrões de consumo de seus clientes
Responda-me (46% de todas as buscas) – Pessoas deste subgrupo buscam exatamente aquilo que os termos de sua pesquisa correspondem e nada mais, devendo suas buscas serem as mais diretas o quanto possível. As principais categorias de pesquisa buscadas por estes consumidores são entretenimento, moda e estilo & beleza.
Eduque-me (26% de todas as buscas): clientes deste tipo necessitam de 360 graus de entendimento, e muitas perspectivas em tópicos importantes. Eles pesquisarão até atingir o seu objetivo – o que poderá demorar e passar por diversos sites relacionados ao assunto. As principais categorias que estes indivíduos buscas são saúde e finanças.
Inspire-me (28% de todas as buscas): o tipo de buscas divertidas, onde as pessoas buscam por surpresas, tem as mentes abertas e precisam ser levadas.
” Os comportamentos, necessidades e preferências dos consumidores no mundo offline os levam a ter determinados comportamentos e preferências online”, afirmou Laura Salant, diretora de pesquisas da About.com. “Entender como o comportamento humano afeta os padrões de busca pode ajudar os comerciantes a compreender e se conectar com consumidores que usam seus produtos. Entender a fórmula correta para a sua marca é muito importante para que alcance seus clientes de forma relevante”.
Ao entender os diversos padrões de busca, os vendedores poderão se conectar melhor com cada tipo de consumidor.

Montar o layout de acordo com a necessidade de cada grupo
Para capitalizar com consumidores do grupo responda-me, os benefícios dos produtos devem ser destacados na frente e no centro de sua página, além de disponibilizar conteúdos de rápido entendimento. 


Para os consumidores eduque-me, é essencial criar mensagens informativas, também provendo uma maneira de aprender mais sobre estes tópicos sob diversos ângulos e aliando com conteúdo presente em pesquisas e demais fontes. 


Para o grupo inspire-me, os vendedores podem aliar conteúdo que inspire criatividade e ofereça diversas escolhas. Apenas diversas idéias não são suficientes, pois estes consumidores demandam conteúdo inspirativo em vários formatos sobre o mesmo tópico o tanto quanto for possível excitar a sua imaginação.


“Estes resultados oferecem conselhos para que comerciantes entendam melhor e valorizem ideias de acordo com a forma com que os consumidores fazem buscas na rede”, afirmou Tracy Raises, vice presidente sênior de vendas da About.com. “o estudo The Three Mindsets of search aumentou o conhecimento de como os consumidores realizam suas buscas. é uma oportunidade real para que os comerciantes pensem sobre as campanhas sob uma nova luz”.
Fonte: eCommerce
[Essa forma de segmentar os usuários de internet é muito importante para atingir de formar mais eficaz seus consumidores. Organize seus publico-avo desta forma, vamos ver os resultados depois!]

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Arquitetura de informação, que diabo é isso?





O grande desafio é convencer a alta administração das empresas a investir tempo e dinheiro em pesquisas para o embasamento de uma sólida estratégia de Arquitetura de Informação.


De acordo com os gurus Louis Rosenfeld e Peter Morville, o desenho (e o redesenho) de sites complexos deve ser precedido de pesquisas para gerar um sólido planejamento estratégico de Arquitetura de Informação. Com as pesquisas, visaremos a conhecer os objetivos do negócio, dos usuários, assim como a ecologia informacional da organização.


Infelizmente, no mundo profissional atual, realizar pesquisas é fato incomum. Em muitas empresas, a simples pronúncia da palavra “pesquisa” gera arrepios e imediatas reações de resistência:




– Pesquisas?! Nós não temos tempo nem dinheiro para isso!
– Já sabemos tudo o que queremos.
– Nós já fizemos as pesquisas.
– Você está louco?!


Apesar de haver razões por trás desses argumentos, o arquiteto de informação deve encontrar a maneira ideal de comunicar à organização a importância de desenvolver pesquisas em AI.


Em primeiro lugar, as pesquisas vão requerer um belo quadro conceitual do ambiente no qual a informação é produzida e, através do qual, pretende–se que chegue ao usuário final. Para isso, podemos nos guiar pela figura, que apresenta um modelo de abordagem equilibrada, com as três dimensões da AI:


Contexto. É crítico começar com um entendimento claro sobre os objetivos da empresa e sobre o seu ambiente político. Ignorar o contexto e a realidade empresarial do negócio é tão preocupante quanto ignorar os próprios usuários. É lógico que o objetivo é o “projeto centrado no usuário” e não o “projeto centrado no executivo”, mas também é importante adotar um equilíbrio político e diplomático adequado para chegar a um bom termo.


Para alcançar esse equilíbrio, deve–se considerar fatores como a cultura organizacional, os objetivos de curto e de longo prazos, o plano de negócios, os aspectos financeiros, os recursos humanos, a visão dos formadores de opinião e dos stakeholders, os prazos e a infra–estrutura tecnológica. Esses serão os fatores críticos para o sucesso da AI.


Conteúdo. A compreensão com o conteúdo é ultranecessária. O conteúdo de um web site dos grandes poderá incluir documentos, bancos de dados, metadados, tabelas, aplicativos online, serviços, imagens, arquivos de áudio e vídeo, animações, páginas pessoais, mensagens e demais conteúdos atuais e futuros.


Usuários. Esta é a dimensão fundamental. Segundo Deborah Mayhew, o princípio fundamental do projeto de interfaces – do qual derivam todos os outros princípios – é conhecer os usuários. Não há por que não considerarmos que este princípio se estende a toda a Arquitetura de Informação. Para a autora, o erro comum dos desenvolvedores de interfaces seria fazer duas pressuposições: primeiro, que todos os usuários são iguais; segundo, que todos os usuários são iguais ao próprio desenvolvedor.


Com o objetivo de conhecer os usuários, nenhuma abordagem única de pesquisa será suficiente. Captar necessidades, prioridades, comportamentos, modelos mentais e estratégias de busca de informações representa um desafio multidimensional, que pode envolver diferentes técnicas. Essa fase da pesquisa é a que investigará tanto as audiências como as tarefas, as necessidades, os comportamentos, as experiências e o vocabulário dos usuários.


Na definição de amostras de participantes  da pesquisa, deve–se estabelecer o balanceamento entre a visão tradicional da organização sobre quem são os seus clientes (por exemplo: empresários, jornalistas, administradores públicos, legisladores etc.) e as categorias que interessam à AI (exemplos: usuários experientes ou não em tecnologia, usuários de diferentes níveis educacionais e culturais, jovens, idosos, deficientes etc.)


Para finalizar, vamos ressaltar o grande desafio da AI. No mundo atual dos negócios – competitivo e acelerado –, por vezes torna–se difícil convencer a alta administração das empresas a investir tempo em pesquisas para o embasamento de uma sólida estratégia de Arquitetura. É por isso que, segundo Rosenfeld e Morville, muitos administradores ainda confundem o que os usuários querem com o que seus chefes querem, e o que eles pensam que os usuários querem com o que os usuários realmente querem.




Fonte: [Webinsider]

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Planejamento: palavras de quem entende do assunto, Martin Weigel


O bom Planejamento fala com autoridade. O mundo não precisa de mais uma opinião. Como idiotas, todos nós temos uma. E isso não é suficiente. O papel do Planejamento é ser a opinião mais bem informada da mesa. O ponto de partida do Planejamento é pesquisa e conhecimento, não meramente opinião(...)
O bom Planejamento define o problema. A coisa mais valiosa que o Planejamento pode fazer é definir o problema com precisão e imaginação. Adrian Holmes, ex-presidente da Lowe, dizia: “Grandes soluções precisam de grandes problemas”. Definir o problema real – bem além do chavão (awereness, alguém?) – é o teste final da habilidade de um planejador.(...) Planners são, antes de qualquer coisa, definidores do problema.
O bom Planejamento é corajoso. Falamos muito sobre a necessidade dos clientes serem corajosos. Mas os planners também precisam ser. Quando planejadores enxergam como sua tarefa colocar o primeiro pensamento corajoso na mesa, as coisas se tornam interessantes com mais rapidez. Mostra aos criativos que há diversão no desafio. E se o cliente compra um ponto de partida interessante, quer dizer que já depositou confiança em um final interessante.
O bom Planejamento se interessa muito pelo trabalho. ‘Brife e esqueça’ é a forma mais preguiçosa de Planejamento que existe. Os planners mais bem sucedidos – os que mais contribuem para o trabalho – não abandonam o trabalho até que ele realmente veja a luz do dia. (...)


Como eu disse, o papel do Planejamento é ser a opinião mais informada da mesa. Ser informado sobre como o mundo funciona é fonte de autoridade do Planejamento. (...)
Em termos de lidar com pesquisa, eu incentivaria os planejadores a fazer da pesquisa um amigo. O Planejamento não consegue bancar-se apenas sondando pesquisa à distância. A maioria das pesquisas, no entanto, é feita pelos motivos errados. A maioria delas mostra um fraco entendimento da psicologia humana. Ainda colocam valor excessivo em perguntar ás pessoas o que querem e o que fazem. No entanto, quem mais critica a pesquisa tende a ser aqueles com o entendimento mais fraco das metodologias.
Lidar com pesquisa significa entender todas as variedades de metodologias quantitativas e qualitativas. Isso significa compreender todas as possibilidades de fontes de dados, sejam elas compradas, proprietárias ou de livre acesso. (...)
Por fim, a mais valiosa forma de pesquisa que podemos conduzir é o entendimento do que realmente aconteceu no mercado e aplicar os aprendizados para fazermos melhor da próxima vez. Lidar com este tipo de pesquisa exige maestria no conhecimento das fontes de dados e um entendimento (cada vez mais raro, a meu ver) da diferença entre efeitos da comunicação (como awareness, views, likes, retweets, etc) e efeitos de business (como lucratividade, share, etc), alem da habilidade de interrogar o impacto de um no outro. (...)


Creio que isso nos lembrou de alguma verdades eternas sobre a arte de planejar:
1 – Planejamento não é teoria. Seu produto final não é PowerPoint. Seu propósito é ação e mudança no mundo real. Ele resulta em coisas. Somos arquitetos da escolha e do comportamento.
2 – A primeira e vital contribuição do Planejamento é o diagnóstico de problemas e desafios. É estabelecer objetivos claros. Todos os palestrantes nos lembraram que o sucesso começa quando perguntamos a nós mesmos: ‘O que exatamente estamos tentando alcançar e por que isso importa?’
3 – Isso exige determinação e compromisso. Uma vez que se tem um plano, é preciso colocar todo o seu peso e recursos contra ele, sem equivocar.
4 – Uma execução corajosa começa com uma estratégia ambiciosa, audaciosa e corajosa. Não há como ter uma estratégia tímida e esperar que algo brilhante saia dali.
5 – O sucesso depende da transferência de entusiasmo. Do cliente à agência. Dos planejadores aos criativos. Da marca ao consumidor. Fazer com que todo mundo seja parte do plano – oficialmente e contribuindo – é essencial. E em equipes grandes e diversas, Planejamento de sucesso exige a habilidade das pessoas como nunca antes. Planners não conseguem mais ser geeks sem nenhuma habilidade social.
6 – Planejamento é, acima de tudo, uma forma de pensar e abordar problemas e desafios, não uma maneira de chegar a um plano rígido e fixo. Em ambientes flexíveis e dinâmicos, o processo e rigor do Planejamento – o perguntar as questões certas – importa mais do que o plano. Devemos ser capazes de nos adaptar e mudarmos.
(...)
Dicas:
1 – Lembre-se que não é porque você é chamado de ‘planner’ que será a pessoa mais inteligente da sala. E isso permanecerá verdadeiro para o resto da sua carreira.
2 – Não trabalhe com idiotas – encontre boas pessoas para trabalhar.
3 – Lembre-se de que enquanto você (ainda) não sabe mais do que alguém, pode trabalhar mais pesado do que qualquer um.
4 – Transforme em seu negócio conhecer os da empresa e do consumidor melhor do que qualquer um – leia todos os reports do Nielsen e estudos de tracking, e você será imediatamente útil.
5 – Leia tudo o que o Stephen King escreveu [não esperava por essa]– em meio à retórica e moda do nosso mercado. É uma referência inestimável de sanidade e sabedoria atemporal.
6 – Não acredite em tudo que você lê em blogs e estudos de caso.
7 – Conheça o que todo mundo faz no seu trabalho e fique amigo deles. Você é apenas uma engrenagem – conheça o resto de como a máquina funciona.


[Este é um resumo de uma entrevista realizada com Martin Weigel, Head of Planning da Wieden+Kennedy Amsterdam]
Fonte: Un Planned