quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Marketing 3.0, o Marketing do Amor.


Para se destacar no contexto atual, as companhias precisariam sair do Marketing 1.0 – onde se encontra a maioria das empresas do planeta – para o Marketing 3.0. Apesar da ideia não ser novidade e vir sendo amplamente divulgada por Kotler em todo o mundo, o conceito está longe de sair do papel.

 
“Se daqui a cinco anos você estiver no mesmo ramo em que está hoje, seu negócio não existirá mais”. A frase destacada por Philip Kotler mostra a urgência por inovação dentro das empresas, além de uma mudança de foco. Mais do que olhar para os clientes, as marcas criativas precisam ver o consumidor como um ser humano. É isso o que propõe o Marketing 3.0, conceito nascido em 2005 na Ásia e explorado no livro Marketing 3.0, um dos mais vendidos  em 2010 no Brasil, lançado pela editora Elsevier e escrito por Kotler, em parceria com Hermawan Kartajaya e Iwan Setiawan.

“A maioria das empresas é de Marketing 1.0. Entregam um bom benefício mentalmente”, disse Kotler durante o Seminário HSM, realizado na última segunda-feira, dia 26, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. O guru do Marketing lembrou ainda que poucas companhiam praticam até mesmo o Marketing 2.0, aquele capaz de transformar clientes em fãs, como fazem marcas como a Harley-Davidson.
 
Preocupação com o planeta

Juntando o benefício mental proposto pelo Marketing 1.0 e a felicidade gerada pelo Marketing 2.0, o Marketing 3.0 quer ir além: as empresas devem entregar amor, fazer as pessoas se sentirem bem emocionalmente e, mais do que isso, olhar para o planeta como um todo.
 
“É não atender apenas o lado emocional, mas mostrar aos clientes que a empresa se preocupa com o mundo. Isso é o Marketing 3.0”, explica Kotler. Ao praticar o Marketing Social, as marcas usam os princípios básicos da ferramenta para ajudar pessoas, com ações que colaboram para a melhoria da vida, como campanhas que incentivam a parar de fumar ou se alimentar melhor.
 
Olhando para trás
Na busca pela inovação e pelo bem social de forma sustentável para a empresa, vale reinventar o passado. Nem toda companhia poderá criar o novo iPad, então por que não olhar para antigos negócios e aproveitar o seu potencial?
 
Foi o que fez a Starbucks, por exemplo, quando transformou a experiência de tomar café e virou sinônimo da categoria. Ou a Zappos, que superou o principal obstáculo da venda de calçados pela internet e, diante da dúvida dos consumidores quanto ao tamanho do sapato, passou a enviar três números do mesmo modelo, arcando com a despesas de devolução.
 
A TOMS Shoes foi além e não só reinventou a venda de calçados, como também agregou o valor social ao negócio. Para cada par de sapatos vendido pela empresa, outro é doado a crianças carentes. Na hora de se destacar, a internet aparece como uma forte aliada, mas não a única. O investimento no digital deve ser cauteloso.
 
“Conheço uma empresa que redirecionou 50% do seu orçamento de Marketing para o digital e o resultado foi catastrófico. Repasse 10% para as mídias digitais e contrate alguém que entenda de internet. Se trouxer resultado, dê mais 10%”, aconselha Kolter.
 
Criação em parceria

Entre as vantagens da web está a possibilidade de cocriação, cada vez mais utilizada pelas empresas. A tendência, no entanto, também aparece no ambiente físico. A já citada Harley-Davidson é conhecida por levar os clientes para acompanharem os engenheiros da empresa. Já a dinamarquesa Lego convida crianças para oficinas onde geram ideias para novos brinquedos com os famosos blocos de montar.
 
Na Procter & Gamble, a estratégia de conexão e desenvolvimento substituiu a tradicional abordagem de pesquisa e desenvolvimento. O programa de inovação alavanca a rede de empreendedores e fornecedores globais da P&G para que ofereçam ideias de produtos.
 
Como resultado, a iniciativa passou a contribuir com cerca de 35% da receita da companhia e gerou itens conhecidos pelos consumidores de todo o mundo como o creme Olay Regenerist e as escovas a pilha Crest SpinBrush.
 
As mais amadas
Com a cocriação, vem também o conceito de comunidade, que se sobrepõe à segmentação tradicional. “A segmentação produz pessoas homogêneas, enquanto as comunidades têm diferentes pessoas. A Apple, por exemplo, construiu comunidades de indivíduos que amam a marca”, ressalta Kotler.
 
Com as comunidades, as companhias conseguem manter os clientes proprietários
, aqueles que compram, ficam satisfeitos, falam para outras pessoas, convencem a experimentar e fazem críticas construtivas, como fãs. Mais do que isso, as empresas conquistam funcionários proprietários, que possuem um senso de propriedade, são leais, sugerem melhorias e servem os consumidores da melhor maneira possível.
 
Características como essas levam os norte-americanos a amarem empresas como Amazon, Best Buy, BMW, Container Store, eBay, Google, Harley-Davidson, Honda, IDEO, IKEA, Johnson & Johnson, Starbucks, Timberland, Toyota e Whole Foods, algumas das listadas no livro “Firms of Endearment – How World-Class Companies Profit from Passion and Purpose” (Os segredos das empresas mais queridas – Como empresas de classe mundial lucram com a paixão e os bons propósitos), de Raj Sisodia, Jag Sheth e David B. Wolfe.
 
Essas companhias, que não só contam com uma verdadeira legião de fãs, como também são altamente lucrativas, têm características em comum:
 
Alinham os interesses de todos os grupos de stakeholders;

- Os salários de seus executivos são relativamente modestos;

Adotam uma política de “portas abertas” de acesso à alta gerência;

- A remuneração e os benefícios de seus funcionários são elevados para a categoria, o treinamento de seus funcionários é mais longo e a rotatividade da mão de obra é menor;

Contratam pessoas que têm entusiasmo pelos clientes;

- Consideram os fornecedores parceiros legítimos, que colaboram para melhorar a produtividade e a qualidade e para reduzir os custos;

Acreditam que a cultura corporativa é seu maior ativo e sua principal fonte de vantagem competitiva;

- Seus custos de Marketing são muito menores do que os de outras empresas do seu setor e, ao mesmo tempo, a satisfação e a retenção de clientes são muito maiores.

Hootsuite: Aplicativo para gerenciar Mídias Sociais.


O Hootsuite é um painel de mídias sociais que permite o gerenciamento de múltiplas plataformas e perfis em um aplicativo web simples e funcional.

Nele você pode monitorar os comentários sobre marcas, empresas e diversos assuntos (como hashtag ou palavras), programar updates, analisar resultados com relatórios de estatísticas (superficial, o básico), gerenciar diversas mídias sociais, se tiver uma conta no Wordpres dá pra blogar diretamente do Hootsuite e muitas outras funções. Disponível em três tipos de planos: gratuito, pago e corporativo.
Abaixo seguem dois tutoriais básicos de como criar sua conta, adicionar os perfis das plataformas sociais e algumas dicas:

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Como usar o Hootsuite, múltiplas contas de Twitter from Max on Vimeo.

Fonte: Geisa Santos

Outras referências: 
Métricas do Twitter utilizando Hootsuite


[Estou começando a testá-lo hoje, veremos se é realmente bom. Várias pessoas tem falado que é melhor do que o TweetDeck.]

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Os consumidores da internet separados em três grupos



Os usuários da internet que realizam pesquisas online apresentaram três padrões de comportamento distintos, segundo novo trabalho realizado pela About.com em colaboração com a Latitude. Os comportamentos pelo estudo intitulado “Three Mindsets of Search” são “responda me”, “eduque-me” e “inspire-me”.
O estudo combinou metodologias quantitativas e qualitativas para explorar o ambiente do mercado de buscas e os padrões de consumo de seus clientes
Responda-me (46% de todas as buscas) – Pessoas deste subgrupo buscam exatamente aquilo que os termos de sua pesquisa correspondem e nada mais, devendo suas buscas serem as mais diretas o quanto possível. As principais categorias de pesquisa buscadas por estes consumidores são entretenimento, moda e estilo & beleza.
Eduque-me (26% de todas as buscas): clientes deste tipo necessitam de 360 graus de entendimento, e muitas perspectivas em tópicos importantes. Eles pesquisarão até atingir o seu objetivo – o que poderá demorar e passar por diversos sites relacionados ao assunto. As principais categorias que estes indivíduos buscas são saúde e finanças.
Inspire-me (28% de todas as buscas): o tipo de buscas divertidas, onde as pessoas buscam por surpresas, tem as mentes abertas e precisam ser levadas.
” Os comportamentos, necessidades e preferências dos consumidores no mundo offline os levam a ter determinados comportamentos e preferências online”, afirmou Laura Salant, diretora de pesquisas da About.com. “Entender como o comportamento humano afeta os padrões de busca pode ajudar os comerciantes a compreender e se conectar com consumidores que usam seus produtos. Entender a fórmula correta para a sua marca é muito importante para que alcance seus clientes de forma relevante”.
Ao entender os diversos padrões de busca, os vendedores poderão se conectar melhor com cada tipo de consumidor.

Montar o layout de acordo com a necessidade de cada grupo
Para capitalizar com consumidores do grupo responda-me, os benefícios dos produtos devem ser destacados na frente e no centro de sua página, além de disponibilizar conteúdos de rápido entendimento. 


Para os consumidores eduque-me, é essencial criar mensagens informativas, também provendo uma maneira de aprender mais sobre estes tópicos sob diversos ângulos e aliando com conteúdo presente em pesquisas e demais fontes. 


Para o grupo inspire-me, os vendedores podem aliar conteúdo que inspire criatividade e ofereça diversas escolhas. Apenas diversas idéias não são suficientes, pois estes consumidores demandam conteúdo inspirativo em vários formatos sobre o mesmo tópico o tanto quanto for possível excitar a sua imaginação.


“Estes resultados oferecem conselhos para que comerciantes entendam melhor e valorizem ideias de acordo com a forma com que os consumidores fazem buscas na rede”, afirmou Tracy Raises, vice presidente sênior de vendas da About.com. “o estudo The Three Mindsets of search aumentou o conhecimento de como os consumidores realizam suas buscas. é uma oportunidade real para que os comerciantes pensem sobre as campanhas sob uma nova luz”.
Fonte: eCommerce
[Essa forma de segmentar os usuários de internet é muito importante para atingir de formar mais eficaz seus consumidores. Organize seus publico-avo desta forma, vamos ver os resultados depois!]

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Quais as valiosas competências para o Marketing 3.0?


Gestão de produto, de clientes e de marcas são ações que devem estar sempre em pauta na diretoria de marketing.

A partir de uma retrospectiva, Philip Kotler chamou a atenção dos palestrantes no Fórum HSM Philip Kotler em Porto Alegre, realizado ontem, sobre o modo como as ações de marketing vêm se remodelando. No marketing 1.0 a premissa é a de vender o produto e ter compradores em massa. O desenvolvimento de produto é focado em “vender pra muitos”. Já no Marketing 2.0, as empresas começam a entender que querem vender e reter seus clientes, tentando chegar à mente e ao coração de seu cliente, a partir do relacionamento one to one.

Produtos incríveis, clientes satisfeitos e criação de valor para a sociedade. É sob esta ótica que está centrado o Marketing 3.0, em que empresas se empenham em tornar o mundo um poco melhor [Mude o Mundo com Marketing], adotando uma causa que possa criar valores para a sociedade, clientes, funcionários e parceiros.


No entanto, migrar para esse novo modelo de conduzir os negócios não é tarefa fácil quando a gestão e equipes ainda estão praticando modelos anteriores. “Pense que conduzir os negócios neste novo formato requer habilidades que vão além de uma boa gestão. Certamente você precisará de pessoas focadas na inovação, antenadas ao que chamamos de marketing social e, ainda, profissionais capazes de entender de que modo a globalização favorece o seu negócio”, afirma o professor Philip Kotler.

As empresas mais queridas
Philip Kotler afirma que as 30 empresas centenárias de todo o mundo possuem pelo menos quatro características e quatro prioridades:

Características: Posição conservadora em relação a financiamento; Sensibilidade ao mundo em seu redor; Consciência de sua identidade; Tolerância a novas ideias.

Prioridades: Valorizar as pessoas, não os ativos; Direção e controles mais soltos com o passar do tempo; Organização voltada ao aprendizado; Envolvimento na comunidade humana.

Para se chegar a estas características e prioridades, essas empresas tomam como ações:

• Alinhar os interesses de todos os grupos de stakeholders.
• Os salários de seus executivos são relativamente modestos.
• Adotar uma política de “portas abertas” de acesso à alta gerência.
• A remuneração e os benefícios de seus funcionários são elevados para a categoria; o treinamento de seus funcionários é mais longo; e a rotatividade da mão de obra é menor.
• Contratar pessoas que têm entusiasmo pelos clientes.
• Considerar os fornecedores parceiros legítimos, que colaboram para melhorar a produtividade e a qualidade e para reduzir os custos.
• Acreditar que a cultura corporativa é seu maior ativo e sua principal fonte de vantagem competitiva.
• Seus custos de marketing são muito menores que os de outras empresas do setor e, ao mesmo tempo, a satisfação e a retenção de clientes são muito maiores.

Fonte: HSM

Você sabe o que é Cauda Longa?



Em 1897, Vilfredo Pareto, estudando os padrões de riqueza da sociedade do século XIX constatou que 20% da população mais rica da Inglaterra detinha 80% da riqueza. Comparando com outros países ele percebeu que a proporção se mantinha constante. Este conceito vem sendo utilizado no mundo dos negócios para definir prioridades de investimentos, por exemplo: uma livraria não pode ter todos os títulos do mercado, portanto ela aplica a regra de Pareto e foca em 20% dos títulos que geram 80% da receita. 

Com a internet tudo mudou, e Chris Anderson, em seu excelente livro "A Cauda Longa", mostrou que o marketing de massa está migrando para o marketing de nichos, e que a regra de Pareto não mais se aplica em muitos mercados.
Estudando a Amazon, Chris Anderson descobriu que grande parte da receita da Amazon vem de títulos que em livrarias "tradicionais" não estariam em estoque por terem poucas vendas. Ele constatou que uma grande livraria nos Estados Unidos possui um estoque médio de 100 mil títulos, enquanto a Amazon possui mais de 3 milhões de livros em "estoque". Porém, a Amazon possui uma parcela significativa de seu faturamento dos títulos menos populares.
"Agora, a Amazon tem condições de manter estoques que não ocupam espaços e geram custos: Esses livros e filmes permanecem nos arquivos de banco de dados até que sejam comprados". (A Cauda Longa - p. 93)

A Cauda Longa representa a força dos nichos de mercado, que são públicos altamente segmentados em busca de produtos ou serviços muito específicos. Antes da internet, as pessoas já possuíam desejos específicos, mas se contentavam com o que o mercado oferecia.
Como a célebre frase de Henry Ford quando, em 1915, o Ford T passou a ser produzido apenas na cor preta devido a corte de custos: "O carro é disponível em qualquer cor, contanto que seja preto.".
Este conceito pode ser aplicado em praticamente qualquer segmento de estudo. O Google, com seu algoritmo quase infalível de trazer resultados relevantes para uma simples combinação de palavras-chave, é o representante principal da Cauda Longa de Conteúdo.
Entender como usar este conceito para analisar um determinado segmento de mercado é essencial para criar boas estratégias de links patrocinados e SEO (e até mesmo para planejar o conteúdo do site).

Como usar a Cauda Longa para os Links Patrocinados?

Para criar campanhas de links patrocinados é importante agrupar as palavras de acordo com o interesse de busca e o volume de pesquisa. Não adianta misturar em uma mesma campanha palavras com alto volume de busca com palavras menos pesquisadas. O correto é criar campanhas com palavras-chave de volumes de buscas similares para evitar que uma palavra "canibalize" o tráfego e consuma todo orçamento da campanha.

Como a Cauda Longa ajuda no SEO?

O estudo da cauda longa permite entender o interesse das pessoas em torno do seu segmento de mercado, portanto a estrutura de conteúdo do site deverá ser planejada e estruturada com as boas práticas de SEO para atrair este público. Exemplo: "brinquedos antigos" possui um volume mensal de 6,6 mil buscas em média, portanto criar conteúdo com fotos e artigos sobre este tema é uma forma de criar a possibilidade de o seu site aparecer para este nicho de pessoas que realizam esta busca.
Fonte: iMasters 

[Seja inteligente. Não adianta você brigar com grandes players do Mercado. Seja focado, e se especialize, para que você possa oferecer o seu melhor ao consumidor.]